Hoje é sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021, dia do Comediante # Termina o Brasileirão com um saldo bem distinto para os times cariocas. Flamengo campeão, Fluminense quinto colocado e Botafogo e Vasco da Gama rebaixados para a Série B.
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História Marítima e Portuária Mundial - Parte 6

"Sicutspiritusnavigandumest, non potesta ire non fucunt"
(Navegar é como respirar, não dá pra ficar sem praticar)



ILHA SANTANA E O PORTO DE CANCALE -BRETANHA

1610 - Tendo em vista que a França estava atravessando momentos difíceis em sua política, o que não permitia ao Rei apoiar a empreitada de Daniel de La Touche para a fundação da França Equinocial em terras do Maranhão e Grão Pará, fora criada, então, uma Companhia em parceria com os empresários Nicolau de Harley-Senhor de Sancy e Francisco de Rasilly, Almirante da Marinha Francesa. Recebem, contudo, Cartas Patentes Reais de Tenente General das Indias Ocidentais e Terras do Brasil.
A pedido da Rainha Regente Maria de Médices ao Prior dos Capuchinhos são indicados padres para liderarem uma Ordem Religiosa na Ilha do Maranhão, sendo designados os padres Ivo D’Evreux , Claude D’Abeville, Aarsenio de Paris e Ambrosio de Amiens, sendo Ivo o Superior da Ordem.

01 MAR 1612 - Assinada no Porto de Cancale , Baía de Saint Malot, Bretanha a Carta de Protesto/Promessas pelas autoridades da Expedição Marítima ao Estado do Maranhão e Grão Pará, para fundar a França Equinocial há muito almejada pelos navegantes franceses. Nessa oportunidade, são designados três navios – Nau Regente, Capitânea de 400 Ton do Almirante Rasilly; a Nau Charlote-Carlota, a Nau Saint Anne – Santana e um Patacho.

Esses navios da Expedição deixam esse porto da costa ocidental da França às 06:30 hs do dia 19 de março de 1612 com destino ao litoral do Maranhão e Grão Pará, Grande Ilha do Maranhão – UpaonAçu indígena, onde fundariam a França Equinocial. Na Nau CapitâneaRegente estavam embarcados Daniel de La Touche e o Almirante Rasilly. Embarcados nos navios estavam cerca de quinhentas pessoas entre passageiros e tripulantes. A travessia marítima estava prevista para ser realizada em cinco meses.

13 JUN 1612 - Após cerca de três meses enfrentando muitas tempestades, arribadas e alteração de rotas os navios da Expedição francesa ao Maranhão e Grão Pará cruzam a linha equatorial e ancoram nas águas do Arquipélago de Fernando de Noronha, onde se abastecem de água e viveres. Após cerca de uma semana de refaziamento suspendem para navegarem pela costa leste/oeste, litoral Nordeste/Norte do Brasil. Enfrentando tempestades no litoral entre Tutóia e a Foz o Rio Periá, costa dos Lençóis Grandes e Pequenos, lançam âncoras nas águas circundantes da Ilha de Santana, a Upaon Mirim indígena em 26 de junho de 1612.

29 JUN 1612 - Tendo, então, reconhecido a Upaon Mirim, os franceses expedicionários talham uma Cruz de madeira e a fincam numa colina há mil passos da praia de desembarque, talvez onde está localizado o Farol de Santana. Ali rezam uma missa e mandam uma incursão para dialogar com os indígenas, acompanhados de Charles De Vaux, exímio conhecedor das terras e águas da Grande Ilha do Maranhão ou Upaon Açue de bom relacionamento com os nativos. Nessa comitiva está o Almirante Razilly que ao desembarcar em terras da Grande Ilha do Maranhão, beija o seu solo pela primeira vez.

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 5
¨Si in viridi, viridioccurs in mare et incarnatus est aequalis, undenulum periculum, sequaturconsuetismeatibus ¨
(No mar, se ocorrer o verde com verde e o encarnado com o seu igual, então não há perigo, siga o seu rumo normal)


FAROL DA ALEXANDRIA E O OCEANO ÍNDICO - ÍNDIA

SEC. I – ANOS 000 A 100 DC

Cerca de 3 DC - Devido a necessidade de um mais intenso tráfego marítimo para transportar as mercadorias de um comercio marítimo em evolução, principalmente no Mar Mediterrâneo, entre o Egito e o Império Romano, que importava muitos cereais, especialmente o trigo, sentiu o navegante a necessidade de incrementar a sinalização náutica. Para isso, foi construído o primeiro Farol para a navegação costeira , na Ilha de Pharos , Baía de Alexandria , litoral do Egito no Mar Mediterrâneo.

Possuia, então , cerca de 100 metros de altura , sendo idealizado por Sostrates e construído por Cnideuse . Funcionou , assim , por cerca de um milênio e fora considerado uma das sete maravilhas da Antiguidade , como Farol de Alexandria .

Desde a Antiguidade que o Oceano Indico foi o principal cenário do comércio e tráfego marítimo da Asia pois, o transporte de mercadorias e comercio a grande distância teve origem na India para oeste , via Golfo Pérsico e Mar Vermelho e para leste até a China e Japão, via Estreito de Málaca.

Cerca de 43 DC – O Imperador Romano Claudio passa a se interessar pelas Ilhas Britânicas ,a fim de expandir o seu Império.

Nero avança nas conquistas da Cornualha e País de Gales ,empregando as galés e galeras pra apoio logístico e combate .

Ainda nesse Sec I - Claudio Ptolomeu , grego , redige o Guia Geográfico que até o Sec. XV /XVI , serve de referência para as Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos. Ele era geógrafo, astrônomo, filósofo, matemático e morava em Alexandria-Egito , onde usara o acervo da famosa biblioteca da cidade , compilando os manuscritos de Anaximando que, já no Sec VI AC afirmava ser o Planeta Terra redondo e sua superfície curva . Esse Compêndio Ptolomaico ,famoso Guia Geográfico, fora uma das publicações náuticas usadas nos estudos e planejamento da Expedição Marítima de Cristovão Colombo, que pretendia alcançar a Ásia navegando para oeste .

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 4
Est in sidereumintelligunt, ut et spiritusprocellarummarinoctibus
quod Deum sit in Universal Creator

(São nas noites estreladas ou tempestuosas no mar, que confirmamos a existência de Deus, o Criador Universal)

1595 – O navegador e explorador francês Jacques Riffault navega da Provincia do Maranhão e Grão Pará para a Europa, a fim de solicitar o apoio do Rei de França para fundar um estabelecimento comercial permanente no litoral e terras desse norte. Deixou por aqui o seu companheiro de viagens Charles de Vaux, junto com outros franceses comerciantes e armadores.

Durante todo o Sec. XVI, houve várias tentativas, pelos navegadores/exploradores portugueses, de colonização e ocupação da Provincia/Capitania do Maranhão e Grão Pará, devido a presença constante de navegadores/exploradores estrangeiros, principalmente os franceses.

Destaca-se uma Expedição de conquista e ocupação das terras do Estado do Maranhão e Grão Pará, ao norte, que era separado do Estado do Brasil, ao Sul, que partiu de Pernambuco com dois caravelões e cerca de oitenta homens, navegando pelo litoral do Nordeste, e tropas por terra.

1604
– Navegadores e exploradores franceses retornam em suas incursões ao litoral do Maranhão e Grão Pará, acompanhados, então, de Daniel de La Touche, Capitão da Marinha francesa e Comissário Régio. Tinha o propósito maior de verificar a viabilidade de instalar nessas terras uma Colônia.

Realizam incursões durante seis meses pelo litoral e rios, alcançando com a Nau Espirit até o litoral da atual Guiana Francesa sondavam estabelecer a França Equinocial em nossas águas e terra. Retornando a Europa, houve aceitação do Rei que doou, através de Carta Patente a Daniel de La Touche , as terras desde o Rio Amazonas até o litoral nordeste , outorgando-lhe o Título de Tenente – General dessa conquista, considerando que conquistou os povos nativos , as tribos tupinambás e tabajaras

1609 - Acontece nova Expedição de reconhecimento francesa, pelos navios de Daniel de La Touche, preparando a instalação da França Equinocial nas terras do Maranhão e Grão Pará, latitudes equatoriais

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 3
Habeamus Deum Creatorem nostrum, ut Magister , est Lux Vitae
(Tenhamos Deus como nosso Criador, como o Mestre, como a luz da vida)


PRIMEIROS INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO E O F
OTO 2 - PIONEIRO FAROL DE ALEXANDRIA, NA ILHA DE PHAROS

285 a 100 AC - Nesse período várias Expedições Maritimas ocorreram com a participação de navegadores egípcios, romanos, chineses, gregos, árabes pelo Mar Mediterrâneo, Mar Egeu, pela Costa Norte Africana, alcançando o Oceano Indico e Costa da India, realizando comercio marítimo, descobrindo novas rotas de tráfego e mercadorias.

Cerca de 100 AC – No Império Romano, Plinio já estudava a influência da Lua sobre as marés. Fora comprovado, posteriormente, que nas baías, golfos e estuários em forma de funil, aconteciam grandes amplitudes de marés. Ficou comprovado, também, alterações na amplitude das marés, devido a elíptica do Planeta Terra em torno do Sol. Assim, quando a Lua em sua translação passa pelo meridiano local, então ocorre a preamar naquelas águas e quando passa pelo meridiano oposto àquele local, então ocorre a baixamar.

As grandes marés, ou de sizígias, marés vivas, apresentam grandes amplitudes e ocorrem pela conjunção posicional do Sol e da Lua, enquanto as marés mortas, pequenas amplitudes, ou de quadratura, ocorrem na oposição posicional do Sol e da Lua.

Cerca de 55 AC
– O navegador grego/egípcio Eudóxio passa a ser o primeiro navegante a tentar a circunavegação do Continente Africano, navegando pelo Rio Nilo, Mar Mediterrâneo, Mar Vermelho, Mar das Arábias, Oceano Indico e Oceano Atlântico.

Cerca de 25 AC – Augusto, Imperador Romano, determina uma expedição marítima sob o comando de Aelius Gallus, às Arábias, via Mar Mediterrâneo, Istimo de Suez e Mar Vermelho. Eram cerca de cento e trinta embarcações e navios de grande porte, transportando tropas.

Cerca de 8/4 AC
– Nasce em Belém de Judá, Galiléia, às margens do Rio Jordão, um menino que se chama Jesus Cristo, considerado o Messias do Reino de Deus. Viveu na cidade de Nazaré e que se tornaria o salvador da humanidade. Fora grande admirador do mar e amigo da gente do mar , em especial dos pescadores do Mar da Galiléia/Lago Tiberíades
.

História Marítima e Portuária Mundial - Parte 2

Aqua Profluens Et Mare, Pure Naturali Omminium Communia Sunt
(A Água Corrente E O Mar São Comuns A Todos)


AS FOTOS MOSTRAM O LITORAL OCIDENTAL DO MARANHÃO E NAVIOS FRANCESES ANCORADAS NA COSTA MARANHENSE

Cronologia Marítima e Portuária maranhense:


1538 - Inicio do tráfego marítimo de navios negreiros, entre os portos do litoral ocidental africano e os portos do litoral brasileiro, incluindo se os portos da Província/Estado do Maranhão e Grão Pará. Havia necessidade de mão de obra para trabalhar nas atividades de lavoura, pecuária e mineração , pois a mão de obra nativa não se adaptara.

1542 - O navegador francês Afonso de Chaintongeois, com seus navios, dá continuidade a exploração francesa do litoral norte, Maranhão e Grão Pará, alcançando a foz do rio Oiapoque, rio Pará e foz do rio Amazonas, aportando na atual cidade de Macapá.

1548
- Mesmo com a criação da Governadoria Geral da Colonia Brasil, com sede no sudeste, o extremo norte, Maranhão e Grão Pará, do litoral brasileiro continuou isolado e pouco povoadopor colonos, devido as dificuldades de sobrevivência e hostilidades dos nativos. Isso em muito contribuiu para a presença de expedições estrangeiras, em especial, as francesas que comercializam nossos produtos extrativos.

1548 - Ainda nesse ano, nasce em Olinda, Capitania de Pernambuco, Jerônimo de Albuquerque, mameluco, filho de um português e uma índia. Viria, em 1614, participar da Campanha Milagrosa de Reconquista da Província do Maranhão e Grão Pará, sob o domínio francês que aqui se estabeleceram como França Equinocial, desde o ano de 1612. Venceu a Batalha Naval de Guaxenduba ocorrida nas águas épicas da Baía de São José, a leste da Grande Ilha do Maranhão – Upaon Açu indígena. Com isso, é considerado o Primeiro Comandante Naval nascido no Brasil.

1554 – Ocorre a expedição marítima portuguesa de Luis de Melo à Provincia do Maranhão e Grão Pará com o propósito de colonizar, mas seus navios encalham nos baixios/recifes dos Atins, litoral ocidental, próximo a Baía de Cumã. Fora mais uma tentativa da Metrópole de colonização desse litoral norte do Brasil.

1555 - Armadores, comerciantes e navegadores franceses intensificam a presença de navios franceses no litoral brasileiro, no Sudeste, Nordeste e Norte.

1581 - O navegador português Diogo Lopes, conhecedor das nossas águas e litoral, inicia expedição exploratória pelo litoral do Maranhão e Grão Pará, mostrando presença.

1594 - Nesse ano, os navegadores e comerciantes franceses intensificam a exploração e comercialização dos produtos do litoral do Maranhão e Grão Pará, instalando inclusive feitorias e assentando colonos. Uma expedição marítima de Jacques Riffault e Charles de Vaux , após enfrentarem tempestades aportam na baía de São Marcos e fundam Feitoria na Grande Ilha do Maranhão, atual Ilha de São Luis. Aqui deixam Charles de Vaux e Monsieur de Manoir, armador do porto de Dieppe. Já se cogitava, desde então, estabelecer a França Equinocial em nossas terras.


“Navigar e necesse; Vivere non est necesse” (Navegar é preciso; Viver não é preciso)
Pompeu General Romano 106/48 AC para os marinheiros amedrontados que recusavam viajar durante a guerra

Cronologia Marítima/Portuária Mundial

1490/1480 AC
– Navegadores egípcios realizam expedições marítimas pelo Mar Vermelho, com frotas de várias embarcações, alcançando o Golfo de Aden;

1480 AC - Realizada uma grande Expedição Maritima pelos navegadores cartagineses, pelo Mar Mediterrâneo ocidental, costa ocidental da África, zarpando do Porto de Cartago, Mar Mediterrâneo, litoral norte da África, com cerca de 60 navios, em missão colonizadora. Cruzam o Estreito de Gibraltar/Colunas de Hercules, navegam pelo litoral ocidental africano e alcançam a Foz do Rio D’Ouro naquele litoral.

1330/1300 AC –Os navegadores egípcios passam a fazerem uso de cartas/mapas náuticos da calha do rio Nilo e terras adjacentes-litoral por onde navegavam .Definiame nominavam as ilhas , costa , rios , lagos e águas dos mares navegados.

900/800 AC - Os navegadores fenícios, devido a evolução no navegar e na construção naval de suas embarcações, se aventuraram para além do Mar Mediterrâneo, Mar Vermelho cruzando com suas frotas o Estreito de Gibraltar em busca do Mar Oceano, o Mar Tenebroso.

Sec VIII AC
– Surgimento dos Escritos do grego Homero sobre História Marítima;


OS MAPAS MOSTRA O MAR MEDITERRÂNEO E O PORTO DE PIREAUS, NA CIDADE ANTIGA DE ATENAS

Sec VIII AC - Os egípcios iniciam o planejamento e construção de um imprescindível canal artificial em Suez, para ligarem as águas do Mar Mediterrâneo às águas do Mar Vermelho, iniciando com transbordamento intermediário. Somente foi concluído em 280 AC por Ptolomeu Filadelfo.

Cerca de 700 AC
– Os gregos constroem molhes/cais/berços no Porto de Pireaus/Atenas sendo, assim, considerado o primeiro porto organizado do mundo. As embarcações passaram a dispor das facilidades portuárias para suas operações de carga e descarga das mercâncias, atracadas.

Cerca de 610/595 AC
– Uma Expedição Marítima Fenicia navega pelo litoral africano de leste para oeste via Mar Vermelho, Mar Mediterrâneo e Estreito de Gibraltar/Colunas de Hércules, em missão exploratória e comercial.

Sec VI AC – O Imperador Persa Dario, por ser um entusiasta do mares e de descobrimentos marítimos, determinou que fossem realizados estudos marítimos/portuários dos litorais e águas desde Suez, para leste, pelo Mar Vermelho até o Oceano Indico.

Sec. IV AC
– Existência do Porto de Óstia, na foz do Rio Tibre, na Península Itálica, que abastecia Roma, em especial de sal, imprescindível para a conservação de alimentos; fora um porto sem molhes/cais, pois as embarcações operavam ancoradas.

Cerca de 330 AC
– Fundação da cidade porto de Alexandria, no Egito, em homenagem a Alexandre, o Grande.

Cerca de 300 AC - Platão já comentava com seus discípulos sobre um lendário Continente que submergia das águas oceânicas, além das Colunas de Hércules/Estreito de Gibraltar. Persistia na existência de terras para oeste e para o Sul, citadas nos escritos de Aristóteles, o grego .


MAPA CEDIDO POR WILLIAM THOMAS

História Marítima e Portuária Maranhense
Mare Nostrum, Mare Clausum e Mare Liberium


Desde o Século XV que navegantes de vários portos do mundo se aventuravam em expedições marítimas rumo a leste, oeste e sul, buscando oásis pesqueiros, rotas marítimas, novas possessões e novos mercados e mercadorias para comercializarem. Com a aportagem dos navios de Cristovão Colombo nas águas de um novo Continente nominado, posteriormente, de América, comprovando a existência de terras a oeste, mais expedições marítimas foram realizadas para o ocidente e para o sul do Equador Terrestre, muitas delas aportando em terras do atual Brasil, em especial o litoral Nordeste e Norte, incluindo-se a costa do Maranhão e Grão Pará , pois aproveitavam os ventos alísios de Nordeste que bafejavam e impulsionavam as velas das suas embarcações, rumando-as para esses litorais.


MAPA CEDIDO POR WILIAM THOMAS

Assim tivemos, entre outras expedições marítimas:

1492 - Expedição colombina a ilhas da atual América Central. Posteriormente, outras expedições colombinas alcançaram o rio Orinoco, na costa da atual Venezuela que pela sua grande vazão, confirmava provim de um continente e não de uma ilha; confirmava, também, a existência de terras ao Sul Equatorial.

1493 - O navegador português João Coelho noticiava após as suas navegadas a existência de terras a oeste e no Hemisfério Sul terrestre. Provavelmente terras do atual Brasil e do litoral Nordeste e Norte, as do Maranhão e Grão Pará.

1497/98 - Expedição marítima do Almirante português Vasco da Gama, aproximando-se de terras ao Sul do Equador terrestre e a Oeste, provável terras do Nordeste, que serviriam de orientação para a aportagem em nossa costa da Esquadra do Almirante português Pedro Álvares Cabral, em abril de 1500, para tomar posse.

1498 - Presença do navegador francês pelo litoral Norte do atual Brasil, Jean Cousin de Dieppe, adotando a doutrina do Mare Liberium. Nesse ano, também, o navegador português Duarte Pacheco navega por esse litoral Norte avistando terras, Maranhão e Grão Pará e alcançando a Foz do rio Amazonas.

1503/1510 - O navegador português João de Lisboa navega e explora o litoral do Maranhão e Grão Pará, como Piloto de várias expedições marítimas.

1504 - A partir desse ano navegadores franceses trafegam pelo litoral norte do Brasil com bastante freqüência, em várias expedições marítimas exploratórias.

1512/13 - O navegador português Estevam de Froes, esteve com seus navios na costa do Maranhão e Grão Pará, tendo um dos seus Pilotos Diogo Ribeiro adentrado a atual Baía de São Marcos, Golfão maranhense, chegando até a Ilha da Trindade, a Upaon Açu indígena e atual Ilha de São Luis do Maranhão.


1524 - Navegadores e Armadores franceses do porto de Dieppe exploram o pau Brasil e outros produtos regionais na costa do Brasil, inclusive o litoral do Maranhão e Grão Pará, com o apoio dos nativos/indígenas ancorando em águas abrigadas da inúmeras baias do litoral Norte, a costa de rias.

1535/36 - Como pioneira tentativa de colonização portuguesa das terras e águas do Maranhão e Grão Pará, chega ao nosso litoral navios da Expedição de Aires da Cunha/João de Barros. Na Foz do rio Periá/Cavalos e barra da Baía de São José – Coroa.

Grande e Recifes - alguns navios naufragam mas alcançam a Barra da Baia de São Marcos e adentram o Golfão maranhense até a Ilha do Medo e Canal do Boqueirão. Mas há naufrágios e os náufragos aterram na atual Ponta do Boqueirão, Praia da Guia e Ponta do Bonfim, onde fundam um povoado denominado de Nazaré, já na Grande Ilha do Maranhão, em frente a Barra do Porto, na Foz dos atuais rios Anil e Bacanga. Destaca-se que esse ancoradouro de águas abrigadas na foz desses citados rios, serviu como porto principal por centenas de anos até ser transferido pra enseada do Itaqui. Esse povoado sobrevive até o ano de 1538, pois sendo acossados pelos nativos e pelas dificuldades de sobreviver, conseguiram retornarem a Portugal


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História Marítima/Portuária Mundial
Omnia punctus erat centrum (no principio tudo era mar)

Fatos históricos e suas inserções no tempo sempre fascinaram a mente dos seres humanos, fazendo-os navegarem pelas águas do passado, buscando compreenderem melhor o presente e prepararem-se para um futuro promissor. Por essa razão, vamos utilizar este espaço para divulgar esses fatos históricos, desde a era primitiva da humanidade, pré–história, antiguidade, idade média, idade moderna/renascimento e idade contemporânea, etc.



Com a descoberta da utilização do pano/vela para auxiliar os navegadores teve o início da propoulsão eólica na navegação do mundo. Desse modo, grandes embarcações passaram a usar somente as velas, aproveitando de forma cada vez mais eficiente a força e a direção dos ventos. Antes, o que se via eram embarcações cada vez maiores para transporte de cargas e/ou pessoas movidas a remo, ou, de forma mais primitivas ainda, o uso de troncos de madeiras amarrados uns aos outros formando pequenas embarcações que mais tarde seriam chamadas de jangadas, para transporte do navefgante e sua família.



*** Cerca de 15000 AC –Inicio das primeiras expedições maritimas com uso de jangadas/canoas;

*** Cerca de 7250 AC – Inicio das primeiras viagens maritimas com fins comerciais, usando embarcações a remo, pelo mar egeu em navegação de cabotagem ;

*** Cerca de 4000 AC – Os egipcios desenvolvem a construção naval para navegarem e comercializarem pelo mar mediterrâneo;

*** Cerca de 3000 AC – Navegadores egipcios passam a fazerem uso da vela em suas embarcações, capacitando-as a fazer uso da força do vento-eólica;

*** Cerca de 2000 AC – Inicio da navegação maritima de longo curso entre a Polinésia e a atual Australia;

*** Cerca de 1790 AC – Criado o código de Hammurabi, na Babilônia, onde se estabelece regras de navegação marítima/fluvial, de construção naval , de afretamento de embarcações e sobre a praticagem maritima e fluvial ;

*** Cerca de 1500 AC – Os fenicios passam a se sobressaírem na construção naval e navegação.

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BAÍA OU GOLFÃO DE SÃO MARCOS - Todo navegante embarcado em um navio, que navegue nas águas da baia ou golfão de São Marcos, no extenso litoral do Maranhão, trafega por um extenso e profundo canal de acesso para entrada ou saída dos portos e terminais portuários ali existentes. Logo os navegantes se deparam com os cenários flúvio-marinhos que emolduram essas águas, como as áreas de ancoragem, normalmente repletas de navios carregados ou a carregarem mercadorias, assim como a grande ilha do Maranhão/Upaon Açu indígena a Leste, mas conhecida como ilha de São Luis.

A Oeste se destaca os promontórios do Centro de Lançamento de Alcântara, importante e estratégica base aeroespacial brasileira, e a ilha do Livramento na entrada do tradicional porto de Alcântara. Prosseguindo atinge o Terminal da Ponta da Madeira, o porto do Itaqui/Emap e o terminal da Alumar. Já com o prático embarcado no navio, pode o navegante apreciar com seu binóculo, por bombordo, as ilhas do Medo e Duas Irmãs que protegem a Ponta da Espera, onde se encontram instalados o cais da Capitania dos Portos e o terminal de ferry boats.

Se os navegantes direcionares os seus binóculos para boreste, observarão um extenso e profundo e revolto manancial de águas revoltas e velozes nas marés de enchente e vazante que permitem acesso à Foz do rio Aura, ao Terminal de ferry boat do Cujupe e a promissora Ilha do Cajual onde será implantado, indubitavelmente, o Terminal Portuário de Alcântara, ampliando nosso complexo portuário e capacitando o Maranhão a ser, mais ainda, referência portuária nacional.

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* Carlos Alberto Santos Ramos, ou simplesmente Comandante RAMOS, é oficial veteranoda Marinha do Brasil, onde chegou a Capitão de Mar e Guerra e exerceu o cargo de Capitão dos Portos do Maranhão entre os anos de 1994 e 1996. Atualmente é diretor presidente do IDEPOM/AGMAR - Instituto de Desenvolvimento do Poder Marítimo Portos do Maranhão e mentor e coordenador do Casarão da Gente do Mar.