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Capitania dos Portos do Maranhão celebra aniversário da Batalha de Riachuelo
Semana teve ainda exposição de Marinhas e torneio de futebol entre marinheiros e soamarinos


Marinheiros e marinheiras celebram o 11 de junho
Mais uma vez, pela centésima quinquagésima terceira vez, a Marinha do Brasil, em todo o país, e a Capitania dos Portos do Maranhão, em São Luís, prestam homenagem a data magna de 11 de junho, considerada como a mais solene do calendário da Força, que homenageia os heróis brasileiros que participaram, e venceram, a Batalha Naval de Riachuelo. A cerimônia maranhense foi presidida, pela primeira vez, pelo novo Capitão dos Portos, Capitão de Mar e Guerra Márcio Ramalho Dutra e Melo.

O evento, que encerrou com um jantar promovido pela Sociedade Amigos da Marinha – SOAMAR, aconteceu na sede campestre da Marinha do Brasil, no Jenipapeiro, e contou com as presenças de diversas autoridades e de convidados de todas as áreas militares e civis da capital maranhense.

Após a execução do Hino Nacional Brasileiro pela Banda de Música do Exército, a solenidade prosseguiu com a leitura das Ordens do Dia – lida na ocasião pela Vogal e Terceiro Sargento Ana Aparecida - do Comandante da Marinha o Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira e do Presidente da República Michel Temer. (Leia a íntegra no final da reportagem).

A data serve também para algumas homenagens prestadas pela Marinha a seus membros que de forma honrosa, prestam serviços nas diversas unidades em todo o país. No Maranhão, O Comandante da Marinha resolveu, pela Portaria Nº 1026 de 15 de maio de 2018, conceder as seguintes medalhas militares:

Medalha e Passador de Ouro como reconhecimento aos bons serviços militares prestados durante mais de 30 anos ao Suboficial Aurenir Coelho de Almeida.

Medalha e Passador de Prata como reconhecimento aos bons serviços militares prestados durante mais de 20 anos aos 2º Sargentos Augusto Cesar Correa Silva; Adriano Ferreira Balby Alves e Lindemberg Ramos Almeida Marques.

De acordo com a portaria Nº 1167 de 30/05/2018 do Diretor de Pessoal Militar da Marinha  os seguintes militares foram promovidos, contando antiguidade a partir de 11 de junho de 2018:

À GRADUAÇÃO DE SUBOFICIAL:
- 1SG-EL - Fábio Lúcio Ribeiro De Oliveira
- 1SG-FR - Emerson Wanzeler Garcia
- 1SG-BA - Cesar Roberto Almeida Silva

À GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO-SARGENTO:
- 2SG-MR - Mairon Cleiton Correia Dos Santos
- 2SG-ES - Helder Da Silva Ramos
- 2SG-MO - Moisés De Jesus Soares
- 2SG-MR - Augusto Cesar Correa Silva
- 2SG-MO - Marcelo Silva Santana

À GRADUAÇÃO DE SEGUNDO-SARGENTO:

- 3SG-EF - Jafferson Kaslley Beserra Dos Prazeres Costa
- 3SG-EF - José Maria Melo França Junior
- 3SG-AM - Josias Ferreira Ribeiro

Em seguida coube ao Comandante Dutra encerrar a cerimônia falando e agradecendo aos presentes sobre a importância da Batalha de Riachuelo para o Brasil e para as suas unidades de fronteiras. “A vitória foi de tamanha importância pois dela dependia a manutenção de consideráveis áreas de nosso território, e nossa coesão como Nação. Essa batalha representou um bloqueio importante na alimentação de armas para o Paraguai e fundamental para a nossa própria soberania como Nação”, afirmou.

OUTROS EVENTOS: As fotos a seguir mostram, além da solenidade alusiva ao Dia do Marinheiro e dos 153 anos da Batalha Naval de Riachuelo, a abertura da Exposição São Luís Marinhas no Casarão da Gente do Mar, organizada pelo Comandante Ramos; e do Torneio de Futebol realizado na sede social do Sindicato da Construção Civil, no municio de Raposa, onde o time da Soamar derrotou o da Capitania dos Portos pelo elástico placar de 8x2.



  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  


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BRASÍLIA, DF, Em 11 de junho de 2018.

ORDEM DO DIA Nº 2/2018

Assunto: 153º Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo – Data Magna da Marinha

Há exatos 153 anos, marinheiros brasileiros foram instados ao árduo sacrifício do combate, uma vez que a soberania da Pátria encontrava-se ameaçada. Na ocasião, a Marinha Imperial, vocacionada a atuar em águas azuis de nosso imenso litoral, viu-se desafiada a desdobramento em bacia fluvial, de difícil navegação, para a qual os meios navais de maior porte se mostravam inadequados.

Ao alvorecer de onze de junho de 1865, a nossa Esquadra, fundeada no Rio Paraguai nas proximidades de Corrientes, avistou os navios inimigos que, descendo o Rio, foram posicionar-se próximo à foz do Arroio Riachuelo, em cujas barrancas também havia artilharia e tropas adversárias. A força naval brasileira suspendeu em perseguição ao inimigo, dando início ao feroz combate, que, em sua primeira fase, foi-nos desfavorável: a Canhoneira “Parnaíba”, em encarniçada luta após ser abordada, sofreu muitas avarias e perdeu grande parte de sua tripulação; a Corveta “Jequitinhonha”, presa a um banco de areia, permaneceu sob intenso fogo das baterias de terra; e a Corveta “Belmonte”, tomada por incêndio e com 37 rombos em seu casco, encalhou para não afundar.

Em tais circunstâncias, adquiriram grande protagonismo os atributos de valor e coragem dos combatentes dos dois lados em conflito, jovens heróis que, como Greenhalgh e Marcílio Dias, sacrificaram suas vidas naquele embate cruento. Virtudes de patriotismo, superação, comprometimento e abnegação tornaram-se os atores principais na batalha cuja vitória, fruto da competência e arrebatamento do Almirante Barroso, mostrou-se decisiva para os rumos que a guerra veio a tomar.

No decorrer do combate, Barroso, embarcado na legendária Fragata “Amazonas”, içou sucessivos sinais que guiaram e insuflaram os comandantes dos navios e suas tripulações. Hoje, a memória desses sinais nos incute força e inspiração para fazer frente aos difíceis desafios que a Nação enfrenta.

O primeiro - “Preparar para o combate!” - disseminado instantes antes do eclodir da sangrenta refrega, serve agora para alertar-nos da importância da manutenção de adequado Poder Naval desde os tempos de paz, pois, quando formos chamados à ação, não haverá tempo para preparação ou espaço para a improvisação. No contexto atual de ausência de ameaças percebidas, não podemos nos deixar seduzir pela crença na perenidade da paz. Lembremo-nos que, quando a fatalidade da guerra nos atingir, os mesmos que hoje relegam a segurança externa e criticam os gastos militares serão implacáveis na cobrança de êxitos e no julgamento de eventuais fracassos decorrentes da falta de aprestamento.

O segundo - “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever!” - traduz o compromisso de cada brasileiro de ontem, de hoje e das gerações futuras com um País capaz de atender as legítimas aspirações de seu povo. Somente uma conduta irrepreensível, refletida nas pequenas atitudes cotidianas e no maduro acatamento do conjunto de princípios e valores morais que nos governam, será capaz de criar uma sociedade harmônica e ordeira, com a qual todos sonhamos.

“Cerrar sobre o inimigo e atacar o mais próximo possível!”, bem representa a coragem e a determinação de vencer e de jamais vacilar na defesa dos interesses maiores da Nação. O destemor ao enfrentar os problemas e adversidades, por maiores que sejam, deve estar incutido em cada um de nós.

Por fim, “Sustentar o fogo, que a vitória é nossa!”, sinal que fortaleceu o ânimo dos combatentes à época, impregna-nos hoje do sentimento de vibração e resiliência e leva-nos a redobrar os esforços na construção de um futuro belo e digno para o Brasil.

Nesses tempos incertos e nebulosos, a Pátria navega em mar encapelado, hesitando na busca de um rumo que nos traga maior estabilidade interna e um mínimo de coesão em torno dos grandes objetivos de desenvolvimento econômico e social.

A Marinha tem fundamental contribuição a dar para superar a crise que se abate sobre a Nação, a exemplo do que fizeram aqueles heróis de Riachuelo. Somos uma sólida Instituição, presente em todos os marcantes momentos da história do Brasil, forjada nos mais caros valores de nossa civilização, com acentuado espírito nacional e com atuação pautada nos preceitos constitucionais, fiel aos pilares da hierarquia e disciplina. Atuamos nos mais longínquos rincões deste imenso território, muitas vezes sendo os únicos representantes do Estado para milhares de brasileiros. Executamos nossas tarefas principais e subsidiárias com grande entusiasmo, mesmo quando à custa de grande sacrifício pessoal e familiar.

Meus comandados, após o exitoso desfecho de Riachuelo, o Almirante Tamandaré, Comandante em Chefe da Força Naval em Operações na Guerra da Tríplice Aliança, assim escreveu ao Almirante Barroso: “O Governo Imperial e a Nação inteira devem a Vossa Excelência perenal reconhecimento, e eu, por minha parte, sinto-me possuído de orgulho por ter a honra de comandar chefes, oficiais, marinheiros e soldados tão bravos e dedicados à causa nacional.” Essa mensagem de nosso Patrono não poderia ser mais atual e expressar melhor os meus sentimentos, como seu Comandante, em fazer parte deste maravilhoso e invicto barco chamado Marinha do Brasil. Agradeço a todos que o guarnecem, militares e civis, homens e mulheres, por tão bem desempenharem suas obrigações e engrandecerem, de forma irretocável, a imagem da Instituição.

Assim, nesta Data Magna, é meu dever lembrar e prestar honras aos nossos Marinheiros e Fuzileiros Navais que padeceram em ação no dia onze de junho de 1865, bem como aos que deram suas vidas pelo País em tantas outras batalhas e nas Campanhas do Atlântico. O fogo sagrado desses brasileiros, juntamente com sua bravura e determinação, forjou a alma de nossa Marinha, permanecendo vivo dentro de cada um de nós. Que seus exemplos inspirem os nobres agraciados com a Ordem do Mérito Naval, aos quais publicamente cumprimento pela comenda. Enverguem-na com muito orgulho! As tradições de nossa Força bem representam a bela história do País.
Viva a Marinha! Tudo pela Pátria!

EDUARDO BACELLAR LEAL FERREIRA
Almirante de Esquadra
Comandante da Marinha



  


BRASÍLIA, DF. Em 11 de junho de 2018.

Assunto: Mensagem do Senhor Presidente da República por ocasião da comemoração do 153º Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, Data Magna da Marinha

A data de hoje evoca um dos mais importantes episódios da história do Brasil.

No dia 11 de junho de 1865, travava-se a Batalha Naval do Riachuelo, em que tantos brasileiros não hesitaram em sacrificar a própria vida para defender a soberania do País.

O Brasil para sempre lembrará o heroísmo de patriotas daquele 11 de junho – o Almirante Barroso, o Guarda-Marinha Greenhalgh, o Marinheiro Marcílio Dias. E para sempre honrará a memória dos combatentes que, de forma anônima, se entregaram exemplarmente ao cumprimento do dever.

A Batalha do Riachuelo foi um marco para nosso País e para nossa Marinha. Ali se formou o espírito que continua a animar os homens e mulheres de nossa Força Naval.

Dia após dia, a Marinha desincumbe-se com profissionalismo da elevada missão que a Constituição Federal atribui às Forças Armadas: a defesa da Pátria e a garantia dos poderes constitucionais. Zelosa guardiã de nossa integridade, a Marinha assegura a livre navegação na Amazônia Azul, de incalculável biodiversidade e vastas riquezas. Assegura a proteção de nossas águas interiores, de alto valor estratégico. Com a incorporação, em futuro próximo, do porta-helicópteros Atlântico, a Marinha terá sua capacidade de combate atualizada e reforçada.

Nas missões de paz, a excelência com que sempre atua granjeou-lhe respeito e admiração mundo afora. Respeito e admiração que se têm aprofundado ante a liderança brasileira do componente naval da Força Interina das Nações Unidas no Líbano.

Também em suas funções subsidiárias, destaca-se a Marinha pelo empenho e pela eficiência. Na Amazônia e no Pantanal, nossa Força Naval leva atendimento médico a populações ribeirinhas situadas em pontos de difícil acesso. Nas ações de Garantia da Lei e da Ordem, em todo o território brasileiro, tem sido fundamental a participação da Marinha.

A Marinha soma, ainda, importantes esforços ao objetivo maior de desenvolvimento do Brasil. Concorre para a constante elevação do patamar científico e tecnológico do País. Nossa Força Naval é responsável pela formação de recursos humanos altamente qualificados, por programas estratégicos para a Base Industrial de Defesa, por atividades de pesquisa na Antártica e nas ilhas oceânicas.

Aos militares e servidores civis da Marinha, o Brasil renova seu reconhecimento, na certeza de que nossa Força Naval estará sempre à altura da nobre missão de servir ao País.

Àqueles que são agraciados com a comenda da Ordem do Mérito Naval, nosso agradecimento pela colaboração com a Marinha.

Celebremos, hoje, com justificado orgulho, todos os brasileiros, a nossa Marinha.

MICHEL TEMER
Presidente da República Federativa do Brasil

Lugar: PORTOSMA
Fonte: CPMA/Redação
Data da Notí£©a: 13/06/2018

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