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O navio Stellar Banner amanhã...
Uma análise dos primeiros momentos do acidente e a conclusão inevitável de que nada pode ser feito


Navio Stellar Banner totamente adernado por causa do vazamento
Por Carlos Andrade, da Redação

Construído em 2016 e de propriedade da empresa armadora Polaris Shipping, o super graneleiro Stellar Banner, de 400 mil toneladas de porte bruto pode ter realizado sua última viagem, justamente aqui no Maranhão, onde outros igualmente grandes já foram a pique e hoje prestam serviços a natureza como viveiros naturais de peixes e demais criaturas do fundo do mar.

O caso mais grave, o do Trade Daring, partiu em plena faina de carregamento no terminal de Ponta da Madeira, o principal píer da então Companhia Vale do Rio Doce, hoje apenas Vale. Depois de parar o porto por 33 dias, foi partido ao meio, dividido em duas partes e afundado em alto mar fora da costa e do canal de navegação da baía de São Marcos. Este pode ser o destino do Stellar Banner.

Depois de receber uma carga milionária de 360 mil toneladas de minério de ferro, no Pier 4, ao Norte de Ponta da Madeira, o Stellar Banner inicia sua manobra de desatracação pouco ante das duas da tarde do dia 24 de fevereiro, sendo acompanhada pelo prático e a lancha da Praticagem até a Ilha do Medo – cerca de 20km do terminal de origem - até as 17h05 horas. Prático desembarcado, o navio seguiu seu destino em direção a China agora sob a total responsabilidade do seu comandante, tendo este a sua disposição toda sinalização e balizamento do canal de navegação da Baía de São Marcos.

Desse momento até a hora do choque com o banco de areia, - algo em torno de seis horas - especialistas indicam uma série de fatores que podem ter induzido o acidente. Porém, o mais evidente deles, foi uma seqüência de decisões erradas. Seja por desconhecimento da área, seja por orientações superiores, seja por suposta economia de combustível, o Stellar Banner optou por seguir em frente sem respeitar uma orientação da Carta Náutica em vigor no pais. Esta determina que qualquer embarcação, acima de 20 metros de calado, deve esperar a maré alta na área de fundeio número 2. O Stellar Banner não fez isso,

Para os especialistas ouvidos por Portosma, com base no gráfico que mostra a trajetória do Stellar Banner,  o navio se choca com o banco de areia – principal indicativo do rompimento do casco – às 23h10, horário local, ainda na vazante da maré e faltando apenas 1 hora e 43 minutos para a baixa mar. Nesse horário, ainda segundo a análise da trajetória do Stellar Banner dos quais os especialista têm acesso – e entendem – a profundidade do banco de areia era de 20,25m, portanto, insuficiente para a navegabilidade do navio que naquele momento apresentava um calado de 21,5m.

Sofrida a avaria, o Stellar Banner ainda navegou por mais de uma hora, porém com uma drástica queda de velocidade que, na hora do abalroamento, era de 12,6 nós, ou pouco mais de 20 km. A partir daí, segue-se uma série de procedimentos, ainda segundo os especialistas,  todos corretos. Impossibilitado de seguir adiante diante da gravidade da situação, a opção que restou foi encalhar o Stellar Banner num outro banco de areia a fim de “salvar” o navio. Naquele momento, informado pelos equipamentos de bordo, o volume de água que invadira os porões em decorrência dos estragos no casco causaria o afundamento eminente de todo o graneleiro.

Encalhado o navio, vídeos que circularam em seguida nas redes sociais mostrando a tripulação aflita e amedrontada sendo resgatadas – vinte pessoas segundo os primeiros informes oficiais – confirmam o cumprimento do mandamento máximo da legião marítima: a salvaguarda da vida humana em primeiro lugar. Os momentos seguintes, porém, foram contados cada um ao seu modo e em várias frentes. Econômico (prejuízos de mais de um bilhão de dólares), ecológicos (o que fazer com 4 mil toneladas de óleo diesel e bunker) e técnico (como resgatar, salvar, soldar, rebocar ou até mesmo afundar o Stella Banner em águas seguras?).

Para quem entende do ofício e com experiência de mais de três décadas com o mar e as coisas dele, o navio da armadora Polaris Shipping não tem salvação. O lucro, no caso, e isso é bem possível apesar da complexidade da operação, seria tirar todo óleo a bordo. A quantidade é imensa e é uma solução cheia de problemas. “A medida que se tira o combustível, a casa de máquina pára, o navio perde o que ainda lhe resta de propulsão, assim como o controle das bombas de bordo”. Explicou uma das fontes do Portosma.

Por outro lado, retirar as 360 mil toneladas de minério dos sete porões numa suposta operação de salvatagem na esperança que o Stellar Banner flutue é uma hipótese quase impossível de realizar. “A capacidade máxima de um grab hoje está na faixa de 25 toneladas o que exigiria  uma eternidade de tempo para retirar toda carga. Sem falar que o navio receptor da carga precisaria se locomover ao longo de cada porão, e locomoção, neste caso, é um item quase impossível para uma embarcação” explica um velho e experiente lobo do mar, que acrescenta: “assim como existe um plano de carga no carregamento, precisaria ser levado em conta também os mesmos cuidados neste processo inverso de descarga.

Ou seja, não se pode retirar todo peso de um porão só, sob pena do navio partir. Sem falar que encontrar no mundo inteiro um navio guindaste com tais especificações e equipado com uma lança que atinja o centro de qualquer um dos porões neste navio que tem 60 metros de largura só torna a missão de salvatagem da carga mais impossível ainda”.

A hipótese de salvatagem por meio de soldagem das avarias dos cascos e a conseqüente flutuabilidade do Stellar Banner, apesar de improvável, somente seria possível se as soluções tecnológicas de hoje permitissem tal façanha. Mesmo assim, o destino do navio seria incerto, pois nenhum porto próximo o receberia por medida de segurança. E rebocá-lo até um estaleiro seria empreender uma viagem “quase suicida” pelas condições estruturais da embarcação depois de sofrer pressões aerodinâmicas de todos os lados e de forma permanente durante seu tempo de permanência encalhado no banco de areia.

Do ponto de vista ecológico, o risco maior é do óleo de bordo. O minério de ferro polui também. Mas se jogado em alto mar, - num eventual afundamento do navio partido em alguns pedaços e sendo afundado bem longe de onde se encontra atualmente - criaria manchas vermelhas por alguns dias, mas logo seriam dispersadas pela água do mar e pela força das correntes.

Uma opinião quase unânime sobre o destino do Stellar Banner, endossada por um ex-comandante que também preferiu não se identificar, é “que se conseguirem tirar o óleo (o que é muito provável) os armadores vão analisar a tecnologia e o custo benefício para salvar o navio. A carga está praticamente perdida e contaminada, por certo vão chegar à conclusão de perda total”.

Diante de tantas questões técnicas envolvendo riscos ambientais e altíssimas somas em dinheiro em jogo, o caso do acidente com o Stellar Banner ainda deverá se arrastar por longos anos. As autoridades marítimas demandam tempo para concluir seus inquéritos e só então estes são encaminhados ao Tribunal Marítimo. A partir do parecer deste, aciona-se o “starter” para os infindáveis processos jurídicos de todas as partes envolvidas, inclusive com responsabilidade criminal dos responsáveis.

Apesar de sempre se buscar culpados, os gráficos dos quais Portosma teve acesso, indicam que nem a mineradora Vale, nem as autoridades portuárias, nem a autoridade marítima, assim como a Praticagem, podem ser responsabilizadas, pois o sinistro ocorreu há mais de 100 km do Terminal de Ponta da Madeira e  muito além do ponto ou área de Praticagem.

O título desta reportagem, que na primeira leitura induzia ser uma afirmação, aqui muda de conceito e vira um questionamento:

O que será do Stellar Banner amanha?




Entenda tudo que já publicamos sobre o Stellar Banner

Atualização de sábado, 29.02.2020

Uma barreira de proteção com mais de mil metros foi colocada ao redor do navio Stellar Banner, que está encalhado a cerca de 100 quilômetros (km) da costa do Maranhão, informou neste sábado (29) o coordenador de atendimento a emergências ecológicas Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marcelo Amorim. O navio, que saiu do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís, e iria para a China, encalhou com cerca de 275 mil toneladas de minério de ferro, além de quatro milhões de litros de combustível e óleo. Ao mesmo tempo, já se sabe que uma equipe de mergulhadores começa a avaliar neste domingo a extensão dos rasgos no casco do navio MV Stellar Banner, contratado pela Vale e que está encalhado a cerca de cem quilômetros da costa do Maranhão desde a semana passada. A embarcação transportava 294,8 mil toneladas de minério de ferro que seriam transportadas para a China e 3,8 milhões de litros de óleo combustível. Segundo fontes, se tudo der certo, deverá ser inicialmente retirado o óleo para estabilizar o navio com flutuadores e, depois, retirar o minério.

De acordo com Amorim, a medida de colocar uma barreira de contenção faz parte de uma série de ações para evitar um desastre ambiental caso haja vazamento de óleo. Ontem (28), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse ter identificado durante um voo de inspeção uma mancha de óleo a 830 metros ao redor da embarcação. “Todas as ações preventivas estão sendo planejadas e os recursos disponibilizados para que, se ocorrer um vazamento, as empresas possam dar a melhor resposta o mais rápido possível”, disse Amorim Durante coletiva para tratar das ações tomadas para evitar um vazamento de material.

O representante do Ibama disse que os 333 litros de óleo avistados são residuais e que uma vistoria constatou que os tanques da embarcação estão intactos, a casa de máquinas do navio está seca e os motores de geração de energia estão em funcionamento. Um novo voo para detectar possível novo vazamento será realizado na tarde deste sábado. “O que foi detectado foram pouco mais de 300 litros do que chamamos de resíduos oleosos, esse material foi carregado quer seja pela chuva, quer pela água do mar e se encontra na superfície da água. É uma camada muito fina”, disse. “A melhor prática no mundo para esta situação se chama dispersão mecânica, que é quando se utiliza a própria embarcação para que o óleo se quebre em partes menores e seja mais fácil de ser naturalmente absorvido por bactérias que se alimentam do petróleo no mar”, acrescentou.
Durante a coletiva, o comandante do 4º Distrito Naval, vice-Almirante Nilton de Almeida Costa Neto disse que está em elaboração um plano para reflutuar o navio. A medida envolve, entre outras ações a retirada do óleo combustível que está nos porões da embarcação e parte do minério. Ainda não há uma data para a realização da operação, que está sendo construída em conjunto com a marinha, o Ibama a empresa Polaris, proprietária da embarcação e a Vale, que abasteceu o navio com o minério. “A primeira carga que provavelmente vai sair é a de óleo para evitar qualquer tipo de contaminação e a parte do minério vai ser retirada conforme a necessidade para que o navio possa reflutuar, as vezes não há necessidade de se retirar todo o minério”, disse o comandante.

Duas embarcações da Marinha foram deslocadas para o local do incidente e ajudarão no levantamento de informações, entre elas sobre a densidade do banco de areia onde o Stellar está encalhado. Costa neto disse que outras quatro embarcações especializadas no atendimento a derramamento de óleo em plataformas de petróleo, chamadas de Oil Spill Recovery Vessel (OSRV), foram direcionadas para o local onde o navio está encalhado. Elas também darão apoio de forma preventiva ao incidente. “Não vamos esperar que haja algum problema para que a gente coloque alguma situação, porque é muito longe e não teríamos como deslocar para lá e instalar barreira depois de ter começado um vazamento, tem correntes fortes”, disse o comandante. “Temos que tomar uma série de medidas para qualquer tipo de eventualidade”, acrescentou.

Um inquérito administrativo foi aberto para apurar as causas do acidente. A expectativa é que a análise das informações demore cerca de 90 dias. “Nenhum acidente desta monta se estipula uma causa de imediato. O inquérito vai levantar todos os dados técnicos e as oitivas com todos os envolvidos que tiveram algum tipo de participação no incidente”, disse.

Atualização da notícia às 9h17 deste sábado, 29.02.2020

De acordo com o coordenador geral substituto de Emergências Ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marcelo Amorim, até o início da tarde de desta sexta-feira (28), não houve vazamento no navio carregado de minério que está avariado na costa do Maranhão. A informação demente a fake que poluiu as redes sociais informando, de forma mentirosa, que o próprio Ibama havia visto manchas consistentes ao redor do Stellar Banner.

A embarcação Stellar Banner, operada pela empresa sul-coreana Polaris, está carregada com 294.871 toneladas de minério de ferro, 3,8 mil toneladas de óleo residual e 140 toneladas de destilado. O navio sofreu uma avaria na proa após deixar o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís, na noite de segunda-feira (24). Segundo Marcelo Amorim, a Marinha juntamente com o Ibama tomaram a frente do caso como organizadores, cabendo à Vale – como contratante – apoio à empresa proprietária da embarcação, sobre as atividades que devem ser realizadas nos próximos dias.

Óleo ao redor de navio - Sobre as manchas de óleo detectadas ao redor da embarcação, o Ibama afirmou tratar-se de óleo residual, que pode estar saindo de qualquer parte do navio, como do próprio convés, durante a lavagem pela água do mar, pois há graxa em diversos compartimentos. O Ibama reforçou que os tanques permanecem intactos e o local onde eles estão instalados é de casco duplo. A casa de máquinas está seca, funcionando normalmente. Por sua vez, ao receber a imprensa para mais uma atualização dos acontecimentos, o Capitão dos Portos do Maranhão, CMG Alekson Batista da Silva, informou que um inquérito foi aberto logo após ter recebido a notícia do navio à deriva. O Comandante disse que a primeira preocupação da Marinha será entrar na embarcação encalhada e mapear qual é o dano. “A segunda preocupação é retirar o óleo presente no navio. E a terceira é fazer o plano de salvatagem para retirar a embarcação de lá. Toda área do acidente está sendo monitorada 24 horas dias”, informou comandante da CPMA.

ENTENDA O ACIDENTE

Um Informe preliminar distribuído na manhã desta quarta-feira de cinzas informava que o MV Stella Banner a aproximadamente 65 milhas náuticas, portanto fora da poligonal do porto, indicou a entrada de água em um de seus porões de cargas, indicando uma possível fissura no casco. De acordo com o informe, assim que constatou o incidente, o comandante do navio Stellar Banner, que presta serviço da Vale e deixou o porto de Ponta da Madeira carregado de minério de ferro, pediu ajuda as autoridades marítimas, as equipes em terra da Vale e agência de navegação WSS, no sentido de que fosse encontrada a tempo uma solução para o grave problema. Em nota a Vale (veja íntegra no fim desta reportagem), afirma que to,ou todas as providências e que o navio - fabricado em 2016 - está a 100 km da Costa de São Luís.

Logo foi iniciada uma verdadeira operação de salvatagem, incluindo rebocadores, helicópteros e diversas embarcações de apoio. Uma das primeiras ações, conforme relato de quem participou da operação, foi “jogar” o navio em direção a um banco de areia a fim de encalhá-lo e assim evitar o seu eminente naufrágio e garantir o resgate da tripulação de bordo. Toda tripulação já foi retirada do navio, pois a inclinação provocada pela inundação dos porões, tornou impossível . Todos estão – no total de 15 – estão a bordo de um rebocador da Smitt que está na área. Um quinto rebocador já foi enviado a área do sinistro com uma nova equipe de salvatagem e mergulhadores com duas prioridades: retirar todo combustível e iniciar os procedimentos para resgate do navio.
Mais de 12 horas depois do Informe Preliminar, a Capitania dos Portos do Maranhão emitiu uma Nota Oficial, onde afirma que a causa do acidente ainda não foi identificada e que o navio Stellar Banner não naufragou como sugeria a gravidade do acidente, embora as fotos que circularam rapidamente nas redes sociais tendem a desmentir que a embarcação tenha resistido a força das ondas. “A Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), informa que, na manhã desta terça-feira (25), tomou conhecimento por meio de uma Agência Marítima de que o Navio Mercante “STELLAR BANNER”, que carregava minério de ferro da Vale, apresentou um problema, ainda não identificado, nas proximidades da bóia nº 1 no canal da Baía de São Marcos-MA, cerca de 32 milhas do Farol de Santana. O incidente ocorreu no dia 24, por volta das 21h30. Foram identificados dois vazamentos avante da embarcação. No momento o Navio encontra-se encalhado”, diz o primeiro parágrafo da Nota Oficial da CPMA.

A Marinha informa ainda que uma embarcação, contratada pelo armador do navio, está a caminho de São Luís, no Estado do Maranhão, para gerenciar toda a operação de salvatagem e avaliar os danos causados pelo afundamento do Stellar Bannner. O SB está carregado com 300 mil toneladas de minério e está a 120 km do porto de Ponta da Madeira que pertence a Vale, de onde recebeu o carregamento. O acidente fez lembrar que um outro navio da companhia, o Stellar Dayse, partiu sozinho no meio do Oceano Atlântico. “Era dezembro de 2016, quando O gigantesco navio de carga Stellar Daisy, operado pela empresa Polaris Shipping (Coreia do Sul) e com bandeira das ilhas Marshall, transportava 260 mil toneladas de minério de ferro do Brasil para a China. Havia deixado o porto de Itaguaí, no Rio, com 16 tripulantes filipinos e oito sul-coreanos. A última informação sobre o paradeiro do navio de 312 metros de comprimento foi quando um tripulante enviou uma mensagem à empresa dona do cargueiro para informar sobre entrada de água na embarcação”, informava na época o site de notícias da BBC News.

Para um prático experiente, que preferiu não se identificar, trata-se de um acidente bastante grave, a semelhança do que já aconteceu na costa maranhense com o navio Hyunday, só que neste caso, o Stellar Banner é bem maior. E a exemplo do Hyunday, também já está encalhado. “Pelo porte do navio acredito que apesar de todo esforço, ele jamais será resgatado. Resta-nos torcer para que consigam retirar os óleos (combustível e diesel) dos seus tanques, que, pela grande quantidade, podem proporcionar um desastre ambiental de grande envergadura”, afirmou. Outro detalhe importante observado por quem entende, é que ao analisar as fotos do navio no local do acidente “percebe-se que as luzes estão acessas, o que sugere que a casa de máquinas não foi alagada e, em estando, tantos as bombas quanto o gerador de energia estão em boas condições de uso”.

Leia a íntegra da Nota Oficial da Capitania dos Portos do Maranhão

NOTA À IMPRENSA

MARINHA DO BRASIL
COMANDO DO 4º DISTRITO NAVAL
CAPITANIA DOS PORTOS DO MARANHÃO
Av. Dom Pedro II, nº 2, Centro
CEP: 65010-450 – São Luís – MA - NOTA À IMPRENSA

São Luís - MA, em 26 de fevereiro de 2020São Luís - MA, em 26 de fevereiro de 2020

A Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), informa que, na manhã desta terça-feira (25), tomou conhecimento por meio de uma Agência Marítima de que o Navio Mercante “STELLAR BANNER”, que carregava minério de ferro da Vale, apresentou um problema, ainda não identificado, nas proximidades da bóia nº 1 no canal da Baía de São Marcos-MA, cerca de 32 milhas do Farol de Santana. O incidente ocorreu no dia 24, por volta das 21h30. Foram identificados dois vazamentos avante da embarcação. No momento o Navio encontra-se encalhado.

Quatro rebocadores se deslocaram em direção ao Navio para coletar mais informações e prestar apoio, caso necessário. A tripulação permanece em segurança na área à bordo dos rebocadores enviados. A Marinha instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades do incidente.

Foi realizada, na manhã de hoje(26), uma reunião com o Agente Marítimo, representante da Vale, Autoridade Portuária e com dois membros da empresa Ardent Global, a qual contratada pelo Armador para apresentar tão logo possível o Plano de Salvatagem desta embarcação. Um rebocador com material para conter possíveis danos ambientais foi enviado pela Vale ao local a fim de prevenir futuras possibilidades de vazamento.

A Capitania dos Portos do Maranhão estimula a população a auxiliar na fiscalização para a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana no mar e nas águas interiores e a prevenção da poluição hídrica a partir de embarcações. A população pode encaminhar denúncias e in-formações pelos seguintes canais de comunicação: e-mail cpma.ouvidoria@marinha.mil.br e pelos telefones 0800-098-8432 e (98) 2107-0121.


Leia a íntegra da Nota Oficial da Vale

"A Vale informa que foi comunicada pelo operador do navio MV Stellar Banner que a embarcação sofreu avaria na proa após deixar o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), na noite de segunda-feira (24), já fora do canal de acesso ao porto. Foi reportado ainda à Vale que, por medida de precaução, os 20 tripulantes foram evacuados com segurança e que o comandante do navio adotou manobra de encalhe a cerca de 100 quilômetros da costa de São Luís. A embarcação, construída em 2016, é de propriedade e operada pela empresa sul-coreana Polaris. Como operadora portuária, a Vale está atuando com suporte técnico-operacional, com o envio de rebocadores, e colaborando com as autoridades marítimas."

Leia também
Os maiores acidentes já registrados na  Baía de São Marcos, em São Luís do Maranhão

Lugar: PORTOSMA
Fonte: Capitania dos Portos/Vale
Data da Notí£©a: 26/02/2020

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