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MENSAGEM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ALUSIVA AO DIA DO MARINHEIRO

Michel Temer,
Presidente da República do Brasil


É com grande alegria e justificado orgulho que me dirijo à Marinha do Brasil neste Dia do Marinheiro. Hoje, celebramos o maior patrimônio de nossa Força Naval: os milhares de homens e mulheres que dão exemplo de abnegação na defesa da Pátria. E o fazem, sempre, inspirados no exemplo de dignidade e devoção de seu Patrono, o Marquês de Tamandaré, referência obrigatória até os nossos dias.

O trabalho da Marinha é decisivo para a preservação de interesses vitais do País. São nossos marinheiros que garantem a defesa de nossa soberania nos mares e nas águas interiores. São nossos marinheiros que asseguram a proteção de nossas linhas de comunicação marítima.

Sem jamais descurar de sua missão precípua, a Marinha do Brasil também desempenha, com o denodo que a distingue, outras funções da maior importância para a vida nacional. Nossa Marinha leva saúde e assistência às comunidades ribeirinhas situadas nas regiões remotas do território brasileiro. Nossa Marinha contribui para a estabilidade em áreas em que a lei e a ordem estejam ameaçadas. Nossa Marinha ajuda no desenvolvimento de novas tecnologias, em atividades de pesquisa e inovação, no crescimento de nosso País.

O elevado profissionalismo da Força Naval é reconhecido mundo afora. A Marinha do Brasil é constantemente chamada por países amigos para atividades de formação e treinamento de suas Marinhas. Do mesmo modo, aporta contribuição valiosa para a paz internacional. É o caso da participação na missão de paz no Líbano, onde cabe à Marinha do Brasil, há mais de seis anos, o comando da única Força-Tarefa Marítima sob a égide das Nações Unidas.

Neste dia de celebração cívica à qual tenho a honra de associar-me, recebam os homens e mulheres da Marinha o sincero reconhecimento do povo brasileiro.

MENSAGEM DO COMANDANTE DA MARINHA
ALUSIVA AO DIA DO MARINHEIRO

EDUARDO BACELLAR LEAL FERREIRA,
Almirante de Esquadra, Comandante da Marinha do Brasil


ORDEM DO DIA Nº 5/2017
Assunto: Dia do Marinheiro

No despertar da nacionalidade, o Brasil já apresentava os traços de seu destino, como país unido, soberano e indivisível, dotado de um povo cordial e autêntico, fruto da aglutinação harmônica de diferentes raças e culturas que se identificam com o sentimento comum de brasilidade. A esta jovem Nação que se formava, o maior dos marinheiros de nossa história passou a dedicar sua vida, isenta de interesses efêmeros, visando apenas a servir a sua gente e garantir-lhe o progresso e a liberdade.

Natural de Rio Grande, Joaquim Marques Lisboa herdou de seu pai a paixão pelos misteres do mar. Ainda menino, aprendeu a ciência de navegar e, com dezesseis anos, iniciou sua brilhante carreira como Voluntário da Armada. Ao longo de mais de sessenta e seis anos de serviço ativo, mostrou-se superior a qualquer desafio ou situação que a vida lhe apresentou. Com integridade, coragem, espírito combativo e honestidade de propósito, impôs naturalmente o respeito, defendeu seus ideais e construiu o legado de honra e glória que se perpetua em nossa Marinha.

Lutou para a consolidação da Independência, apaziguou devaneios separatistas e expulsou estrangeiros que ousaram macular o território nacional. Grande líder e estrategista, era um exímio Comandante na manobra de seus navios, conhecendo muito bem as operações navais e a arte da guerra no mar.

Sua personalidade solidária e humana o compelia a arriscar sua integridade física para salvar vidas em perigo. Nas gélidas e barrentas águas da Patagônia, resgatou 280 náufragos da Corveta Duquesa de Goiás e, nas proximidades de Liverpool, recolheu 218 tripulantes da galera inglesa Ocean Monarch, que se lançaram ao mar para fugir das chamas que consumiam a embarcação.

Durante sua longa e digna existência, foi exemplo vivo de honradez, austeridade e amor à Pátria, qualidades que, aliadas à sua competência, elevaram-no ao posto de Primeiro-Almirante, à dignidade de Conselheiro de Guerra e de Marquês de Tamandaré. A única riqueza que acumulou foi a satisfação pessoal de ver, nas gerações de marinheiros que o sucederam, a naturalidade com que os valores que pautaram sua vida são transmitidos e cultivados.

Ao honrarmos a memória do Patrono da Marinha na data de seu natalício, celebramos a riqueza da alma dos nossos homens e mulheres, militares e servidores civis, herdeiros do virtuoso legado de Tamandaré, que se entregam de corpo e alma ao serviço da Pátria, orgulhosos por pertencerem a uma sólida e centenária Instituição, protetora das riquezas e guardiã dos princípios democráticos do país.

Marinheiros cidadãos, com uma crença inabalável no futuro do Brasil, convictos de que o país está predestinado a tornar-se uma grande Nação e, para tanto, é chamado a assumir crescentes responsabilidades no cenário internacional.

Movidos por forte sentimento de patriotismo e por acreditarem fielmente que o país pode e vai dar certo, deixam o conforto dos seus lares, abdicando do convívio com entes queridos, para contribuir com a construção de uma sociedade mais próspera e justa.

Com muito orgulho, levam assistência às comunidades carentes mais isoladas da Amazônia e do Pantanal, salvam vidas no mar, fornecem alívio aos atingidos por desastres naturais, apoiam pesquisas científicas no continente Antártico, participam de operações de paz em várias partes do mundo e, principalmente, garantem que o Atlântico Sul, a grande artéria por onde circula nossa economia e a base da prosperidade do país, mantenha-se como uma zona de paz e cooperação entre nações amigas.

Exercer tamanha gama de atividades exige elevado grau de profissionalismo e um conjunto de capacidades que nos são imprescindíveis, as quais devem ser mantidas por um processo contínuo de aprimoramento do pessoal e renovação de meios.

Apesar do período difícil que enfrentamos, em que se percebe uma descrença do povo brasileiro, ansioso por recuperar os valores morais e éticos que lhe são tão caros, nós, os homens do mar, temos preservado a firmeza e a serenidade, buscando superar obstáculos e avançar em nossos objetivos.

Assim, a partir do próximo ano, lançaremos e colocaremos em operação os submarinos classe Riachuelo, o que representa importante passo para alcançarmos a capacitação de construir, operar e manter um submarino de propulsão nuclear.

Almejamos, também, a modernização do núcleo do Poder Naval por meio da construção das Corvetas Classe Tamandaré e a aquisição de um novo navio capitânia para a Esquadra.

Com a conclusão da montagem da nova Estação Antártica, prevista para o próximo ano, modernas instalações e equipamentos estarão a serviço de pesquisadores e cientistas brasileiros.

Cabe ressaltar que, ao mesmo tempo em que desenvolvemos esses importantes programas, contribuímos para o crescimento econômico do país, incentivando a formação de novos técnicos e engenheiros, fomentando a pesquisa e inovação, desenvolvendo a indústria de defesa e seu grande potencial de geração de empregos.

Portanto, nesta data festiva, expresso o meu reconhecimento aos marinheiros, fuzileiros navais e servidores civis que, com abnegação e espírito de sacrifício, dedicam-se diuturnamente ao engrandecimento da Força, inspirados nos exemplos e nos valores deixados pelo nosso Patrono.

Ao conceder a Medalha Mérito Tamandaré a autoridades, instituições e personalidades civis e militares, em cerimônias que ocorrem nas diversas regiões do país e no exterior, expresso o profundo agradecimento pelos relevantes serviços prestados em apoio às nossas atividades.

Aos agraciados, meus sinceros cumprimentos!
Parabéns aos marinheiros de hoje, de ontem e de sempre!
Tudo pela Pátria!
Viva a Marinha!

MENSAGEM DO CAPITÃO DOS PORTOS DO MARANHÃO
ALUSIVA AO DIA DO MARINHEIRO

Andr
é Luiz Trindade Gomes
Capitão de Mar e Guerra, Comandante da Capitania dos Portos do Maranhão


Numa escolha feliz de homenagear a todos os marinheiros na figura de um só, o Capitão dos Portos do Estado do Maranhão foi buscar nas páginas da história o exemplo do exemplo de como é ser marinheiro, como é ser um homem do mar a serviço do Brasil.

Leu a carta testamento do Almirante Tamandaré, nascido Joaquim Marques Lisboa na cidade do Rio Grande em 13 de dezembro de 1807 (faleceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1897). Nas frases e manifestações explicitas através de um conjunto de palavras, o texto de Tamandaré revela um homem simples e humanista. Bem diferente de homem ligado à guerra e acostumado à dureza de seu tempo. Tamandaré participou – entre outras – das batalhas da Independência do Brasil, na Bahia, da Confederação do Equador e da repressão às revoltas ocorridas durante o Período Regencial como Cabanagem, Sabinada, a Farroupilha, a Balaiada (esta no Maranhão) e a Praieira. Também participou da Guerra contra Oribe e Rosas e, com a eclosão da Guerra do Paraguai, comandou as forças navais em operação na bacia do Rio da Prata, em apoio à diversas outras batalhas. Hoje, por sua trajetória, Tamandaré é patrono da Marinha.

A seguir, um trecho de seu testamento lido pelo Comandante Trindade:

“Exijo que não se façam anúncios nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus Cristo que hajam obtido o foro de cidadãos pela Lei de 13 de maio.

Isto prescrevo como prova de consideração a essa classe de cidadãos em reparação à falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão; e reverente homenagem à grande Isabel Redentora, benemérita da pátria e da humanidade, que se imortalizou libertando-os.

Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe, enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da família Marques Lisboa.

Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: ‘Aqui jaz o velho marinheiro’.

Almirante Joaquim Marques Lisboa