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SENTIDA CANÇÃO DOS 400 ANOS DE VIDA
(Para os que não amam São Luís só da boca pra fora)

Bem no Centro Histórico de São Luís, com o Palácio dos Leões e as Meias-Laranjas, na Av. Beira-Mar, e parte o Anel Viário

Por ti, São Luís, faço, agora, minha a tua voz e de todos aqueles iletrados, que não podem dizer de peito aberto, deveras, e dos que morrem de medo de César e dos potentados, que mais dão ao Povo pão e circo e vice-versa, que nem fizeram aos cristãos, na arena, às feras! Por isso, justiça, aqui, é uma infeliCidade, onde aquela possui mais culpa no cartório e é só conversa pra bumba-boi dormir a seriedade, em que o vil metal desonra o falatório (pois que tudo é panelinha de corrupta e corruptora grei dos donos do tempo, da hora e dos arrotos, poluem e quebram até aos raios decentes e em brotos), onde mais o Sol não nasce para todos e menos somos todos iguais perante a lei! Muitos aí flertam, sem máscaras, que a amam, vemos, porém, mais só conversa fora da bacia. São poucos os que, sinceramente, te devotam: os que ficam a ver navios e no deserto clamam! Por isso, também, a barra está mais pesada que os sinos da Igreja da Sé, do Carmo e do Desterro, onde já nascem Jesus Cristo antes da hora, para carregar o pesado símbolo do madeiro, com a Missa do Galo alertando mais cedo o risco de vida que é a meia-noite lá fora, e na maior parte do tempo carregamos a Cruz, que, igualmente, é tua, São Luís, embora, em viagem, nós que nascemos mais à imagem, e, marchando, a um de fundo, à semelhança de Jesus!

Parte do Centro Histórico de São Luís,
e defronte o Bairro São Francisco

Tua culpa é não poder falar o que mais deve, qual de ti cobrou Raimundo Lopes, um dos teus grandes filhos, mestre e poeta: “Amamos-te, a amargura, embora, à flor dos lábios, Atenas, que votaste à cicuta teus sábios, Jerusalém, que apedrejas os teus profetas!”— como envenenaram de morte Sócrates, na Grécia Antiga, e caem de pedras de uma alienígena e, aqui, inútil cantiga, dando o ar de mediocridade e de lorotas, com sinal de que pode ser urubu na carniça, que tocará melhor se o Boi cultural bater as botas!

Não mereces ser e estar assim, Minha Cidade, mais vestida de andrajos e de fezes as tuas praias, sempre em benefício mais dos ratos de cartola, que posam, mais na mídia, de frajola, que não precisam estar fuçando no real monturo, por ser lixo moral todo o seu luxo, e deveriam estar puxando uma masmorra e uma bola confinados, como sua má lição, atrás do muro!

Belas praias, poluídas por coliformes fecais que se rivalizam com as chamadas autoridades

Fotovista do meu aeroplano, São Luís parece ser o seu maior poeta, e sabe ser grande na certa, só não precisa mais pegar cano. A Cidade padece em linha reta, quanto o poeta que mais sofre de verdade, porque é ferida mais e maior, que não fica mais só na saudade, como é a forte dor do seu profeta. Quando depende do meu tempo e espaço, esta Cidade não se cala do que se cala o poeta mais calado, quando quer ser premiado submisso e nos faz sentidos ouvidos de mercador. Não se rende, nunca, jamais, e do que é o seu poeta mais rendido , e que só se rebela, quando muito, ofendido, achando-se a rainha da Inglaterra.


A Rua do Giz, saindo na Rua de Nazaré e Odylo, emoldurada por joias da engenharia lusa

Se esta Cidade fosse só minha, ninguém teria a autoridade de esfarela nem o mau agouro de uma reles asinha, para olhá-la, petulante, já nela, e humor saliente de erva daninha, para chutá-la, sem um zagueiro contra, cá canela; nem só pensaria em indigesta cozinha, para só forrar a pança e socá-la pá nela, e nenhuma ordinária bonitinha —mais pirata, menos donzela— a atrairia, com uma fitinha, para a mais sutil esparrela; e neutralizaria os aventureiros e bostinhas que o seu mais rico espírito cancela!

(2) Do livro inédito Brilhantes no Tempo de Cada Um (São Luís em Verso, Prosa e Quatrocentona)

 

 

Abrigo do Largo do Carmo e da Honra ao Mérito

Todos nós passamos pelo Abrigo do Carmo, são-luisenses de verdade, e Praça João Lisboa, batendo-nos sempre com seu som de amigo, no considerado Coração da Cidade, numa boa. Passamos tanto em sua extensa vida que decantamos o Abrigo em verso e prosa, fazendo parte e dando guarida aos nossos dias e vida amorosa. Valeu a pena de altos cantores, poetas da Ilha e da universalidade, que precisam mais tomar as suas dores, para o nosso Amigo não ficar só na saudade: Luís Augusto Cassas e Cunha Santos Filho e o toque de caixa de outras vozes altaneiras

Esta vista bonita, da Praça João Lisboa e Largo do Carmo,
no Coração da Cidade, é de um passado de glória

(calou-se Tribuzi, mas está o Verbo-Verde de Chico) quanto Nauro Machado, José Chagas e fortes bandeiras dos irmãos Jorge e Zé Maria Nascimento; com o Nascimento Morais Filho fora de combate, assumirá seu posto Ubiratan Teixeira: não matarão nosso Abrigo sem o nosso consentimento, só se o fado nos der uma rasteira, porém estou ficando careca no rebate, e essa luta é da nossa vida inteira!

Pelo Abrigo passou e passa toda São Luís com verdades, exageros, debates e lendas, tesouro maranhense de vário matiz adornado num rico acervo de prendas, que orgulharia o povo de qualquer país, por conservar em sua trajetória o brilho da alma da nossa raiz, e ressonância da faixa meritória de que nosso é o que sempre se quis, e que merece linha sucessória, e que seja ágil, sem nenhum retrocesso, pois em qualquer parte do Mundo, sem peia, todo aquele que canta a sua aldeia, canta, com amor e inteligência, o universo.


João Lisboa, em sua praça, deixou ao Maranhão muita história para contar: Não podemos defender bem o que não conhecemos

Foi o nosso Abrigo projetado para nos servir de lenitivo, da chuva e Sol, nosso telhado, num trago até de aperitivo. Continua dando conta do recado nos abrigando em seu come-em-pé, valendo o comerciário apressado, servindo-lhe bem cedo o café.

Nosso Abrigo não dorme no ponto com o relojoeiro e vendedor ambulante: ele é mesmo providencial encontro para ourives, gráficos e outro passante, no lanche, garapa e popular refeição, e constitui-se num parente interessante, primo, tio e mano de criação.





O Largo da Igreja do Carmo só falta clamar por melhorias dos poderes públicos

Guarda até a fezinha do jogo-do-bicho, com parceria na contravenção, melhor do que na bandalheira do lixo da politicagem arruinando a Nação. Perguntem ao médico e jornalista Chico Viana, e ao seu irmão, o advogado Emanoel, falado “O homem que não engana”, se ali não traçaram ao menos um pastel!
O Abrigo assistiu a muitos aniversários da Cidade, novos e belos antigos carnavais, ao desfile do 7 de Setembro e relicários da Semana Santa e dos natais, na Igreja do Carmo e seus cenários de presépio de Jesus, Missa do Galo, tradição tanta que não acaba mais! Presenciou de camarote quando toda a Ilha se fez Rebelde na sangrenta Greve de 51, em que não se escondeu da partilha sentimental de um povo que, mesmo breve, lutou contra a oligarquia do vitorinismo, vencida, com seu mal em anos de prece, como torceu para a do sarneyzismo ser posta para fora da nossa messe, com todo seu atraso e pessimismo, para sermos um Estado que certo desse em progresso, justiça social e ufanismo, sem mais ser do País o que mais empobrece! Carlos Irmão e companheiros taxistas, qual Vico, “Tiontônio”, Louro e Encolhido, estão com cara, sendo ali diaristas, de que, com suas famílias ofendidos, não vão retroceder para o “doutô” ganancioso e demais aborrecido em seu projeto vil e demolidor;

O Abrigo do Largo do Carmo, em estado deplorável, sujo e perdendo o calçamento, atualmente

e com outros tomam a providência de vencer o mal da sua excelência, inclemente médico e vereador, que não leva em conta a benquerença dos que sobrevivem ali do seu labor, pois quer “Murad” mais a subsistência dos pobres e “Abdon” mais a sua dor. Chamem o ex-vereador Benedito, o Primeiro que fez lei com fervor para o Abrigo, em sincero veredicto, não ser destruído pelo predador que há na Câmara da politicagem, onde não existe santo nem andor, de quem não necessitamos a sacanagem de por livre-arbítrio, ou pressões, terminar com o nosso Abrigo e sua viagem, com a esperança de que, fazendo boas ações coletivas, a Câmara não seja uma miragem de que, em toda torpeza e desgraças, há, sempre, as honrosas exceções.
Barrão, hora de convocar todos os camelôs, Adauto, Nhozinho e Jorge, os comerciantes, para engrossarmos o caldo de quem mais amou, e a lambança não passar adiante! Já preparei a minha espoleta, para incendiar a Oração Latina, do poeta Cesar Teixeira, a nossa Marselhesa, a fim de colocarmos na pior sentina esses dejetos políticos e de ruim fineza, com que cortaremos essa carabina de demolir o Abrigo da gente, para sermos louvado em nossa proeza pelo nosso agradecido descendente!

São Luís cantada da Montanha Russa
Para ela ser mais querida em seus 406 anos de vida

(Em memória do poeta Nascimento Morais Filho e do jornalista Ribamar Bogéa, e para Josemar
Pinheiro não esmorecer, na Defesa da Ilha)

Os telhados seculares sabem de histórias de melhores dias em prol da alma do povo

Fazendo um retrospecto da São Luís quatrocentona, podemos falar, com todas as letras, de cadeira, que há uma pá de tempo, a nosso ver, não vem à tona como pássaros canoros, no vaivém diuturno de ladeira, combateram, sem cansar, e nunca foram à lona, para vermos São Luís, quando menos, sem a sujeira no seu meio ambiente, por gananciosa zona de aço, ferro, alumínio, propina e mais bandalheira.

Eram o Comitê de Defesa da Ilha e Canto do Protesto, liderados por Nascimento Morais Filho, nosso profeta, professor, polemista, São João Batista e poeta, que se entrincheiraram num ideal de esteta: eles eram Schalcher, Ximenes, Haroldo Sabóia, chargista Cordeiro, e outros alterosos, quanto o médico Luís Negão, e o jornalista e advogado Josemar Pinheiro, que jamais dançaram, conforme o baião de dois do podre e vil metal do estrangeiro, inconfidentes contra a derrama do nosso ouro são, titãs contra o olimpo do mal do zeus do dinheiro, balaios, conscienciosos, enfrentando o malsão.

Trecho da Av. Pedro II, área também tombada pela Unesco, como Patrimônio da Humanidade


Ganharam um aliado forte e de estatura com o jornalista Ribamar Bogéa, o Zé Pequeno, e foram amealhando vitórias, contra a usura das empresas, que filtraram o seu veneno. Esquadrilha de combativos bem-te-vis de prontidão contra os gaviões poderosos, enriquecidos pela contaminação dos nossos anis, do céu e do mar, das águas puras dos mananciais, serpentes, que menos pagam para apodrecer nosso País, e que nunca se compadeceram dos pobres ais dos moradores que desalojaram, com juiz! Este aqui, do seu próprio porte e destemor, da própria telha, dono do seu bico e de suas asas, canta, com seu sotaque, em seu favor, sem querer morrendo em cova rasa o seu verbo, menos que receio, muito mais por amor! Por este, São Luís não ficaria a ver navios com riquezas produzidas em boa terra, zarpando, céleres, do Porto do Itaqui, deixando um rastro de terra de cemitério, que, como um poeta alado, eu jamais vi, onde quem mais come é o dono do minério, e de quem deixa a borra vermelha, pelos cifrões da alumina, ladrões do colarinho-branco a piorarem o sestro, calando bocas, que perderam o sangue e albumina, impondo-se às coerentes, sem eco, clamando no deserto, como se o bom senso e a coragem, vítimas de sequestro, e por ser só miragem o progresso aqui.

São Luís, Cidade dos Azulejos, tem prédios servindo para estacionamento de carros

A nossa São Luís “não é mulher de César”, a que não basta dizer que é honesta, tem que ser, mas já tem idade para não cair mais na conversa de quem tropeça na benquerença, andando sem bem-querer. Não basta só ser poeta e dizer que a ama, pois o vento leva o só da boca pra fora, qual um peixe morto, que se escama, como um hálito de fumo que se evapora; tem que ser poeta, dizer que a ama na luta, pois é onde a nossa Urbe mais se escora, sem contar muito com vereança, sem batuta, para o bem-comum, que só animal com espora não sabe que é interesse coletivo, e nos insulta, pois é o que o mau representante mais ignora, em seu agouro, ou mandato de delegação fajuta. Porque já somos loucos por ela de verdade, não vai fazer muito peso a malquerença, por não querermos mais só na saudade aquele heroísmo de grandes por nascença, e chamados de doidos, em sua linha de frente, num novo Canto do Protesto e Defesa da Ilha, profundo, novos Nascimentos, em Clamor da Hora Presente, ou o poeta Nascimento Morais Filho, que não some: “Vinde a mim, jovens de todo o Mundo! Sou filha da Injustiça e da Miséria, Revolução é o meu nome!”. O reboar do verso temerário, como um rito, numa Evocação, também de Nascimento Morais Filho: “Poetas, meus irmãos, acompanhai meu grito!”, no Largo do Carmo, Praça João Lisboa, ou noutro trilho!



(1) Fotos: Reprodução da Internet
(2) Do livro inédito Brilhantes no Tempo de Cada Um (São Luís em Verso, Prosa e Quatrocentona)

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Herbet de Jesus Santos é poeta, escritor, jornalista, pesquisador, e folclorista.