Hoje é terça-feira, 19 de novembro de 2019, dia da Bandeira e dia Internacional do Homem # O Cruzeiro empata em casa com o Avaí, vai para 17º, e deixa a zona de rebaixamento.
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ANTES QUE DERRAMEM A LUA CHEIA(Sotaque da Ilha, JP Turismo/Jornal Pequeno 15.11.2019) (QUEM TEM NOÇÃO DO AI-5, REPUDIA QUALQUER HOMENAGEM A ALCAGUETE DADITADURAMILITAR. COM SABENÇA, NÃO HÁ QUEM QUEIRA CRIME DE LESA-HUMANIDADE


NESTAS DUAS OBRAS, TAMBÉM EXCESSOS DO PERÍODO DE CHUMBO, NO MARANHÃO. ESTÃO NA LIVRARIA AMEI, NO SÃO LUÍS SHOPPING, INCLUSIVE!

Em Girassóis da Mãe Rússia, do livro de crônicas Antes que Derramem a Lua Cheia, há o realce para os agentes do sistema discricionário e os dedos-duros, observando fantasmas em todas as partes: Com a minha insônia nesse Dia de Finados, raciocinei sobre o que se passaria na cachola der um general de pijama, ouvindo “Morrer pela pátria e viver sem razão”!,do compositor Geraldo Vandré, que foi audacioso ainda em pensar na flor vencendo ao canhão, e tanta plantação com o povo entre a fome e miséria. Não seria contrassenso, senão para quem censurou Carta ao Presidente, de Chico Buarque, e não rejeitou Apesar de Você, a mesma obra-prima musical, sem esquecer uma vírgula — talvez com o regime de exceção e obscurantismo, oferecendo de lambuja sensatez por haver proibido a audição nacional dobolero Tortura de Amor, de Waldick Soriano, como se não tivesse nada com o peixe em exagerar na repressão até de espectro de subversão na culminânciada selvageria personalizada dos milicos no poder absoluto.

A Segunda Chance de Eurides — A história de cinco amigos estudantes do Liceu Maranhense, na época da ditadura militar no Brasil, e ambientada entre São Luís, São Paulo e Rio de Janeiro, é o fio condutor da novela A Segunda Chance de Eurides, ganhadora do Prêmio Literário Cidade de São Luís/1999/Func. Os protagonistas passam por toda sorte de adversidades, na luta armada contra as forças do sistema discricionário, os contestadores sob a liderança de Eurides, que virou codinome, nas redes guerrilheiras, do que, no início da adolescência, na primeira série do antigo ginásio liceista, em São Luís, errou na conjugação do indicativo presente do verbo Rir, formando o nome com que ele seria admirado para sempre por seus companheiros de idealismo.

Preciosa novela, pequena obra-prima — O filho de Eurides (corruptela de Eurídice), achado no fim da trama, recebeu as boas-vindas dos quatro parceiros de aventura, em que se incluiu uma mulher, colegas deles já no curso científico (médio), numa classe do Liceu, quando se entrosou no grupo. O enredo tem encerramento na Praia Grande, no Reviver, como eles se preparando, para pugnar por melhores dias ao Maranhão, com o filho do saudoso amigo e ídolo deles, simbolizando A Segunda Chance de Eurides. O texto foi sintetizado assim pelo poeta, prosador e membro da Academia Maranhense de Letras, Alex Brasil: “Esta preciosa novela, pequena obra-prima, A Segunda Chance de Eurides, revela um importante marco em nossa prosa de poucos mestres, como Josué Montello, Sarney, José Louzeiro e Ubiratan Teixeira, e nos obriga a reconhecer o talento originalíssimo de Herbert de Jesus Santos, para contar estórias afiadas, que efetivamente farão histórias em nossas letras reinventadas com imaginação criadora e construtiva".

Um Terço de Memória, Entre Anjo da Guarda e Capela de Onça, e os Heróis do Boi de Ouro (A História de Fato e de Direito do Bairro Anjo da Guarda): “Em quase 300 páginas, com fotos emocionantes e num texto elucidativo, o autor narra o surgimento comovente do que seria o núcleo habitacional mais populoso do eixo Itaqui-Bacanga. A escritora Lenita Estrela de Sá, em seu prefácio O Verbo Amar Lutando do Militante das Letras Maranhenses, enfatizou: “Herbert de Jesus Santos, em todo este título, revela que “viu de perto, para contar decerto”, conforme ele mesmo sentencia, assim como deixa flagrante uma linguagem acessível, sem ser simplória nem pedante, num vocabulário mais em voga, nas raízes dos mais humildes, de onde vem, e na da derivada de seus trabalhos intelectuais, todavia, de um modo que se faz entendido por todos os níveis de leitores. Percebe-se, também, uma acentuada variação de termos no que toca aos sinônimos, no que ele pouco se repete, resultado da sua experiência nos ossos do ofício –como sempre diz– de revisor de livros, anos seguidos, dos autores conterrâneos e dos de outras partes da Federação. Um Terço de Memória, Entre Anjo da Guarda e Capela de Onça, e os Heróis do Boi de Ouro, enfim, notabiliza-se qual uma viagem em que ficamos inteirados de alguma coisa focalizada pela vivência do jornalista e escritor, verdadeiramente, apaixonado por sua terra, daí por que em defesa constante dela e da sua gente, por extensão. Com a louvável 12.ª obra da sua diversificada bibliografia, presta novo serviço importante às Letras, à Cultura e à Inteligência do Maranhão. Mesmo em prosa, o poeta –o idealista e o escritor– surge, dentre os brilhantes!

Bibliografia de Herbert de Jesus Santos: Uma Canção Para a Madre de Deus (poesia 1984); Um Dedo de Prosa (crônicas, 1986, premiado em concurso literário do Sioge) e Bazar São Luís: Artigos Para Presente e Futuro (crônicas, 1988, premiado em concurso literário da Secma e tema do samba-de-enredo da Escola de Samba Unidos de Fátima, no carnaval de 1989); Quase Todos da Pá Virada (contos, 1993); São Luís em PreAmar: Ainda Assim, há um Azul!, poesia, 2005); A Segunda Chance de Eurides (novela, 2007, premiada no Concurso Literário Cidade de São Luís, da Func); Serventia e os Outros da Patota (contos, 2008, Prêmio Literário Cidade de São Luís, da Func); Peru na Missa do Galo-Contos de Natal (2009); ensaio: Ofício de São Luís: Bernardo Coelho de Almeida, Coração em Verso e Prosa (Prêmio Literário Cidade de São Luís, 2009, da Func); Antes que Derramem a Lua Cheia (crônicas, 2010); e Um Terço de Memória, Entre Anjo da Guarda e Capela de Onça, e os Heróis do Boi de Ouro (A História de Fato e de Direito do Bairro Anjo da Guarda, 2012). LivrosInéditos, dentre dezenas em andamento: Brilhantes no Tempo de Cada Um (São Luís em Verso, Prosa e Quatrocentona); de crônicas: A Ilha em Estado Interessante, Mais Ouro do que Bronze, Sotaque da Ilha Grande, João Mia Gata e Chegados em Ribamar; poesia: Hábito de Luz, Romanceiro de São Luís na Casa dos Quatrocentos, etc.; contos: Por Dentro dos Apicuns de Nego Lápis e Erasmo Dias, etc.; novela: A Terceira Via; memória: Tudo Vale Atenas, se a Alma não é Pequena; romance: As Vozes do Sobrado Maia, O Amor de Negro Cosme e Áurea, etc.

FORÇA DA UNIÃO (JP Turismo/Jornal Pequeno, 15.11.2019)
FOLCLORISTAS ELEGEM DIRETORIA DA FEFCEMA COM NOMES DE PESO DO BUMBA-BOI E OUTROS CORDÕES


Num clima amistoso, no sábado passado, das 8h30min às 16h30min,a Chapa Força da União foi eleita com boa margem dos votos das 279 entidades que constituem a FEFCEMA (Federação das Entidades Folclóricas e Culturais do Estado do Maranhão), com sede provisória na Capela de São Benedito da extinta Fábrica São Luís, na Rua São Pantaleão. Com mandato de 2019 a 2023, o veterano boieiro Antônio Fausto Silva foi reconduzido à presidência da entidade, ele que é comandante do Boi de Zabumba Unidos Venceremos do São Cristóvão. A diretoria ficou assim composta: Antônio Fausto (presidente); vice-presidente: Carlos Alberto Furtado (Boi de Viana); 1.ª secretária: Elaine Cristina Correa Dutra (Federação de Capoeira do Maranhão); 2.ª secretária: Alessandra Viegas Teixeira (Boi da Malhada de Cajapió); 3.º secretário: Jorge Luís Silva Coutinho (Boi de Pinheiro); 4.ª secretária: Natividade Cristina Costa Meireles (Boi de Matraca da Cidade Operária); 1.º tesoureiro: Luís Raimundo Pinheiro (Dança Portuguesa Diamante de Lisboa); 2.ª secretária: Erisvanda Silva dos Santos (Boi de Orquestra do Coqueiro); Conselho Fiscal (efetivo): presidente-Adalberto Cláudio Serra (Boi de Matraca de Itapera/Maracanã); 1.º secretário: Eduardo Gaudêncio Pacheco Filho (Boi de Orquestra Mirante da Ilha); 2.º secretário: Arcângelo Reis (Boi de Zabumba do Anjo da Guarda); suplente: Carlos Alberto Alves Vaz (Boi de Santo Antônio); suplente: Claudionor Calvet Pinto (Boi Brilho da Liberdade); suplente: Analice Ferreira da Silva (Bumba-Meu-Boi Original da Vila dos Frades/Coroadinho); Conselho Deliberativo: presidente-José de Ribamar dos Santos Índio (Boi de Paço do Lumiar); e Analúcia Ferreira da Silva (do Grupo Fantasia Jovem da Vila dos Frades/Coroadinho). Presidente da Mesa dos Trabalhos de Votação e Apuração: Maria José de Lima Soares (Maria de Maracanã). Com a posse da diretoria, e festa prevista no começo de dezembro, será criado o Departamento de Comunicação da FEFCEMA, sob a responsabilidade deste repórter, que votou como representante do Boi da Madre de Deus.

Sob a Proteção de São João — Na condição de um dos idealizadores, em 5.3.1988,da Associação Folclórica e Cultural do Boi da Madre de Deus (para ajudar a manter e consolidar a secular brincadeira, que teve entre seus primeiros brincantes o meu bisavô materno e da qual fui presidente, entre 2008/2010, quando, num período de decadência, com companheiros também abnegados, fizemos o seu resgate, para ele reempinar a curica), posso falar de cadeira ainda que fui um dos criadores da Associação dos Bumba-Bois da Ilha (ABMI), em 1997, que ganhou do Governo do Estado o Parque do Folclore da Vila Palmeira (hoje, Humberto de Maracanã), para gerir sob regime de comodato. Com o nosso tirocínio e consideração, destinamos a cada bumba-boi de todos os sotaques (de matraca, zabumba, costa-de-mão, Baixada e orquestra) uma barraca para movimentarem em auxílio às suas despesas e fazerem bonito para São João.

Conversa pra Boi não Dormir
— Tudo ia às mil maravilhas, até que o pai de santo Astro de Ogum, com terreiro, nessa época, no Barreto, chegou prometendo mundos e fundos, com seu canto de sereia, quando alertei aos companheiros que a barca era furada, e me afastei, por motivo, igualmente, de altos estudos. Deu no que deu: o dito cujo manobrou de forma que retirou do parque folcloristas descontentes, que viriam a criar a FEFCEMA. Não foi surpresa para mim a notícia de que ele tentou prejudicar o pleito acontecido no Sindicato dos Arrumadores, na Rua da Estrela, há quatro anos, para logo a seguir a FEFCEMA transferir-se para a Fábrica São Luís. Naminha Palestra Conversa Pra Boi não Dormir, em 2008, no auditório do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, com apoio do Governo Jackson Lago, pelo secretário da Cultura, poeta e artista militante Joãozinho Ribeiro, ele mandou “olheiro” e ali viu o sucesso dos meus conhecimentos e seriedade na Cultura Popular do Maranhão. São João, que não dorme no ponto,já deu um troco a Astro de Ogum: ele foi recentemente preso, na Polícia Civil, acusado de pedofilia, já como vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís e endereço no Olho-d´Água.


NO SENTIDO HORÁRIO, OS FOLCLORISTAS: ANALICE, JONH HERBERT, ADALBERTO, HERBERT DE JESUS SANTOS,CARLOS ALBERTO FURTADO , ANTÔNIOI FAUSTO; NA MESA APURADORA, MARIA DE MARACANÃ










COM EMBALO DE VALFREDO JAIR, SINDSEP FESTEJA 29 ANOS DE LUTA E BEM-COMUM


Quem um dia afirmou que a política e a poesia não podem caminhar de mãos dadas, e que a luta não pode ser feita com rosas, felizmente errou na medida do pensamento e da prosa. Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás” (É preciso endurecer, mas sem jamais perder a ternura), com a permissão de Che Guevara, foi exatamente o que o Sindsep/MA demonstrou na festa de comemoração dos seus 29 anos de fundação, na noite de 1.º de novembro passado, ao lado da sua sede, no Monte Castelo, quando fez o casamento perfeito da atividade política e do lúdico através de um ato que entrou para a história da entidade.
Milhares de sindsepianos, que acompanhados de familiares e amigos, deram as felicitações ao Sindicato, que ao longo dos anos, construiu uma história de combatividade e respeito à igualdade social. Com a dureza e a doçura das singularidades apresentadas nos momentos de embate, o Sindsep/MA conquistou uma respeitabilidade que avançou os limites geográficos do Maranhão, e hoje a entidade é referência em nível nacional. “O Sindsep/MA construiu uma história que coloca a entidade em uma posição de destaque dentro da Condsef. Este sindicato é fundador da nossa Confederação. Todas as nossas reverências e felicitações ratificam a importância desta casa na construção da luta dos servidores públicos federais”, afirmou Pedro Armengol, da Secretaria de Finanças da Condsef.

Durante o ato político, diversas falas remeteram às batalhas conquistadas e à respeitabilidade da entidade, que consolidou sua importância como fomentadora das batalhas sindicais e sociais dentro e fora do estado. “É o momento de inúmeras comemorações. Este sindicato é sem dúvida um dos mais importantes dentro do Maranhão e do Brasil. Esses servidores são responsáveis por uma história muito bonita de combate aos desmandos, e na busca por melhorias para toda a categoria. Por isso, mesmo em um momento adversos politicamente, viemos aqui para desejar as mais sinceras felicitações ao Sindsep/MA”, declarou Donizete Aparecido, da Secretaria Geral da CUT.

A festa, embalada pelo seresteiro Valfredo Jair, convidou o público a marcar passos ao embalo de músicas românticas. Foi uma festa que será lembrada por um longo tempo. A entidade fez uma comemoração para o servidor, e ao final da atividade, a certeza é que o objetivo foi alcançado. “Buscamos sempre agradar os nossos filiados. Tudo o que foi realizado para comemorar os 29 anos do Sindsep, foi feito para agradar essas pessoas que são o próprio sindicato. E em 2020 o Sindsep/MA vai fazer 30 anos de fundação, e a ideia é construir um ano voltado para esse fim. Um ano de felicitações ao nosso sindicato que bravamente luta por melhorias para toda a categoria”, comentou Raimundo Pereira, presidente do Sindsep/MA.

O PRESIDENTE RAIMUNDO PEREIRA, AO MICROFONE,AGRADECEU O EMPENHO GERAL AO FORTALECIMENTO DA ENTIDADE


Editorial (JP Turismo/Jornal Pequeno, 15.11.2019)
130 ANOS DE PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA: “LIBERDADE, ABRA AS ASAS SOBRE NÓS!...”


Exatamente, hoje, o Brasil comemora a passagem de 130 anos da Proclamação da República, ocorrida a 15 de Novembro de 1889. Está no preto no branco que a Proclamação da República Brasileira foi um golpe de Estado político-militar, que instaurou a forma republicana presidencialista de governo no Brasil, encerrando a monarquia constitucional parlamentarista do Império e, por conseguinte, destituindo o então chefe de estado, imperador D. Pedro II, que em seguida recebeu ordens de partir para o exílio na Europa. Na extensão do tempo, títulos didáticos, revistas e jornais massificaram que “A Proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no País, instituindo um governo provisório republicano, que se tornaria a Primeira República Brasileira”. Deram à luz mais: “A partir da década de 1870, como consequência da Guerra do Paraguai (também chamada de Guerra da Tríplice Aliança, 1864-1870), foi tomando corpo a ideia de alguns setores da elite de alterar o regime político vigente. Um dos fatores que influenciaram esse movimento: O imperador D. Pedro II não tinha filhos, apenas filhas”. Com isso, ficou na cabeça de todos os adversários do sistema que o trono seria ocupado, após a sua morte, por sua filha mais velha, a Princesa Isabel, casada com um francês, Gastão de Orléans, Conde d'Eu, o que gerava o receio em parte da população de que o país fosse governado por um estrangeiro. O fato de os negros terem ajudado o exército na Guerra do Paraguai e, quando retornaram ao País, permaneceram como escravos, ou seja, não ganharam a alforria, também empurraram o império para a derrocada, logo após a Abolição da Escravatura, em 13 de maio de 1888. Por dentro deste fato histórico de suma importância para a grandeza cultural do Brasil, a Imperatriz Leopoldinense ganhou de ponta a ponta o campeonato carioca das escolas de samba, desfilando na Av. da Marquês de Sapucaí, no carnaval de 1989, nos 100 Anos da Proclamação da República, com um refrão contagiante de um enredo idem: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós/E que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz!”

Dr. ALDÊFRAN FERREIRA SANTOS (SEU DÊ) COM UM PÉ NA CASA DOS 70

Quem vai marcar mais um gol de placa, no campeonato da vida, no próximo 18 de novembro, e a ser festejado a valer, por todo o dia de hoje (15), é o advogado Aldêfran Ferreira Santos, como é mais conhecido e bem-conceituado nas lides forenses, em São Luís, e Seu Dê, como é mais chamado dentre familiares e amigos de infância, na Rua do Apicum e arredores. Dr. Aldêfran ou Seu Dê cercou os igarapés e está esperando (com sua esposa, filhos e netos) todo mundo para um banquete, alta mesa de doces e umas 60 grades de cerveja, em comemoração aos seus 70 anos de idade, em seu sítio no Porto da Maioba, com direito a seresta e a roda de samba, com hora só pra começar. A Turma da Rua do Apicum, que engloba os remanescentes do Apicum Futebol Clube (onde Aldêfran era o titular da camisa 11), só está esperando o apito inicial para mostrar que continua craque numa BL, principalmente na que vai imperar a benquerença de sempre, sentindo a perda de Daniel Máximo e Marco Antônio (Maia) Souza), mais recentemente: Dr. Sebastião Cabral (delegado), Cosme Nascimento Neves (Comendador, contabilista), João Pedro Lyra (engenheiro-agrônomo), Walber Diniz (médico), Raimundo Chuvas (engenheiro-agrônomo), Herbert de Jesus Santos (Beto/Betinho, jornalista e escritor), Merval Melo Filho (Mervalzinho, auditor fiscal), Antônio Pedro Diniz (comerciante), dentre outros ases. O ilustre aniversariante setentão, a quem o JP Turismo estende os votos de sucessos e muita saúde, é um dos irmãos de criação queridos do nosso companheiro de batente jornalístico Herbert (Betinho).

PARTE DA TURMA DO APICUM, EM FOTO DE 2015, NO SENTIDO HORÁRIO, NO SÍTIO DA MAIOBA: WALBER DINIZ, DANIEL MÁXIMO, ALDÊFRAN, MARCO ANTÔNIO, COMENDADOR COlÓ E HERBERT




BANDO BAIANO NÃO PODE PREJUDICAR O NOSSO CARNAVAL, ASSALTANDO FOLIÕES!


Indo direto ao ponto, é com muita preocupação que levamos ao conhecimento público, e aproveitando o ensejo, ao excelentíssimo secretário da Segurança do Maranhão, Jeferson Portella, que os foliões, concentrados nos circuitos carnavalescos, estão seriamente ameaçados por uma onda criminosa de assaltantes que raspam dinheiro, joias e relógios de pessoas, praticamente, indefesas, por nem saberem esboçarem nenhuma reação, ante a rapidez com que os delitos são cometidos, como se deu no domingo, na boca da noite, na Av. Beira-Mar. Corre como certo que a quadrilha organizada seria formada por baianos, que migraram para cá, após ser desbaratada e expulsa de Salvador, por que a polícia local, após investigações precisas, ficou por dentro de como os bandidos agiam, deixando-os sempre à vista dos homens da lei e dos braços poderosos das autoridades. Seria de muita importância, também, que as gerências de hotéis e clubes, que vão intensificar suas festas carnavalescas, considerassem que todo cuidado é pouco, e que assim aumentassem o número de seu efetivo de segurança, pois, segundo se informa, a gangue forasteira é especialista, igualmente, em recintos fechados, e o que não está faltando é indicarem onde a fuzarca vai acontecer, pela massificação dos eventos nos meios de comunicação, principalmente a TV.

A favor dos foliões maranhenses e das animações momescas, temos o que a bandidagem não sabe, e que é uma polícia que não dá mole para a delinquência estadual, ou regional, e internacional, sob o comando do delegado Jeferson Portella, o Xerife, quanto considerado na crônica policial, o que é muito bom para os cidadãos maranhenses. Sem saudosismo, assalto, em pleno carnaval, bom até demais, era grupo para fazer baile, formado por moças e rapazes da elite ludovicense, todos fantasiados de dominó, arlequim ou mascarados de fofão, que “assaltava” a casa de determinada pessoa e fazia o baile de carnaval. Essa maneira de brincar esteve presente no carnaval de São Luís até o final da década de 1950. O dono da casa era avisado por um linguarudo que seria “assaltado” e então comprava comida e bebida para receber o grupo, que por sua vez levava a orquestra. O grupo chegava, batia na porta e ia entrando e desarrumando a casa para criar espaço para a festa. Contra esse assalto criminoso, que alienígenas pretendem fazer e acontecer em nosso folguedo, as nossas polícias (civil e militar) vão dar conta do recado!

FEMINICÍDIO? ATÉ TU, BRUTUS, Dr. VIDIGAL?

JORNALISTA E CRONISTA EDSON VIDIGALMESTRA MARIA DE JESUSCARVALHO DELEGADA DA MULHER, KAZAMU TANAKA

Quem aprecia A Mestra da Vida, como eu, navega em mar de almirante, e voa em céu azul de brigadeiro, e flauteia em lago cheio de cisnes, sobre que, a 44 a.C., Júlio César foi assassinado durante a reunião do senado, em Roma. Ele estava com 55 anos de idade, e gozava de grande popularidade entre suas legiões e o povo romano. Fazia apenas cinco anos que, prestigiado por suas conquistas na Gália, atravessara o Rubicão, com suas legiões, decidido a enfrentar Pompeu, seu adversário político (11/1/49 a.C.). Era assim, ou assado! Eliminado Pompeu, o caminho estava aberto para César assumir o comando de Roma com plenos poderes. Incontinenti, o senado concedeu-lhe, em 46 a.C., o título de ditador, a mais alta magistratura extraordinária da República Romana, quando modernizou a administração da que seria a Cidade Eterna, emplacou reformas políticas e sociais (extensão do direito de voto, concessão de terras aos legionários, novo calendário por exemplo) que lhe forneceram maior prestígio político. Por essas e outras, o senado nomeou-o ditador perpétuo (o cargo era, até então, temporário). César passou a enciumar mais seus desafetos que buscaram a menor desculpa para apeá-lo do poder. Seu relacionamento com Cleópatra, a rainha do Egito com quem tivera um filho, Cesário, era concepçãoescandalosa. No bem-bomcom a amásia, bonita era apelido, dos pés à cabeça, César, provocando rumores de que estava traindo Roma com uma “bárbara”, ligava era nada para o tititi geral. Sem demorar diversas luas, um grupo de senadores aristocratas conspirou a morte dele, e entre eles estava Marcus Junius Brutus,sobrinho e afilhado de César. Lendo Plutarco, historiador, biógrafo e ensaísta grego, cerca de 60 homens participaram do assassinato e que César teria sido esfaqueado 23 vezes.

Na turbamulta, estava Brutus, filho de uma conhecida patrícia que fora amante de César, quando jovem, com que sussurravam que Brutus era filho dele. Ao ver Brutus entre os homicidas, César disse suas últimas palavras, que deram panos pras mangas, pois a célebre versão “Até tu, Brutus?!”,que teria dito antes de morrer, se dar ao luxo de ser uma licença poética do dramaturgo inglês William Shakespeare, que colocou essa fala em sua peça teatral Júlio César, de 1599. Vidigal, perguntando pelo Amor — Vou logo avisando aos internautasde abrolhos e sargaços que sou vidrado nos textos de Edson Vidigal, nas quintas-feiras, no Jornal Pequeno, qual o da semana passada, em que incursiona pelo Amor, poesia na escola e o Poetinha Vinicius de Moraes. Poderia ser melhor, sem a certeza de que ele passa longe do Sotaque da Ilha (na sexta, no JP Turismo, suplemento do JP), em que diversas vezesnego o feminicídio,por isso e por aquilo, matando a cobra e mostrando o pau. Feminicídio? Ora, me comprem um bode! — Caro mestre Edson Vidigal (meu guru, antes ser presidente do Superior Tribunal de Justiça, e depois de fazer campanha para vereador, aqui, no início dos 1970, conduzindo uma bicicleta, pelas ruas ludovicenses, com buzina e tudo, e o mais alto da minha sala, no Liceu Maranhense diurno de 1964), estava contando com sua veia para derrubarmos esta coisa alguma que vicejaram comofeminicídio. Na minha cota de admiração por si, tenho ainda que me recebeu, no jornal O Estado do Maranhão,para eu iniciar a carreira, se não houvesseum senão, ali, enquanto seria logo jornalista profissional, por força de uma lei, que protegia os ases da velha escola, antes da ascensão dos bacharéis, e eu achei honra ao mérito àqueles; eu, mais moço, e já passado em vestibular, poderia vir depois da UFMA, no Curso de Comunicação. E assim, anos depois, com malas e bagagens, cheguei ao famoso matutino, endossando a minha vocação genuína, com sucessos, um atrás do outro, em jornais e em literatura. Porque venderam feminicídio por femicídio — Calejado na lida de revisor literário, há pouco, na imprensa, manjei, em cima da bucha, sílabas demais no vocábulo. Logo, matei a charada de que o senão da notícia era o de que feminicídio não existe em nosso léxico, por ser, ao pé da letra, assassinato de feminino, pois o certo é femicídio, ou seja, assassinato de fêmea, ou de mulher.

Com exceção de femicídio, que é o termo correto, acertaram em tudo, desde as providências para a antecipação do revoltante crime de femicídio, combate e neutralização aos “femicidas” (digamos assim, em potencial), e conduzindo, nas diligências (policiais), o duvidoso na frente da sentença de que Quem vê cara, não vê coração! Seguindo o polissílabo homicídio — Com suas cinco sílabas, homicídio é o substantivo masculino que significa o ato de matar uma pessoa, quer seja de forma voluntária ou involuntária. É sinônimo de assassínio ou assassinato. A palavra homicídio é formada por homo (remete para homem) e cídio (que indica o extermínio ou morte), significando por isso o ato de matar um ser humano, ou seja: homem ou mulher. Femicídio (vocábulo com suas cinco sílabas também), não há outra variação, assassinato, ou homicídio, de fêmea ou de mulher. Feminicídio só tem a ver com esta por ser também palavra polissílaba, igualmente, na cota de seis sílabas, e caindo no vazio do assassinato ou homicídio de feminino. A Lei do Feminicídio — Certo dia, o Brasil amanheceu com os jornais, a um de fundo, obedecendo a uma manchete importante: “A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou nesta segunda-feira (9.3.2015), em cerimônia no Palácio do Planalto, a Lei do Feminicídio, que torna crime hediondo o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero”. Mais adiante, os confrades jornalistas de fora não douraram a pílula, como devemos ser a coerência em pessoa, na profissão dos genuínos ossos do ofício: “O anúncio, feito ontem – Dia Internacional daMulher –, em pronunciamento polêmico em rede nacional, criou expectativas e deixou dúvidas sobre as mudanças que o projeto engloba”. Faltou ouvirmos a toada direito — Em sequência ao Palácio do Planalto, entre nós, não deixamos por menos: “A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na última terça-feira (4), o Projeto de Lei nº 040/2017, de autoria do Poder Executivo, que cria o Departamento de Feminicídio no âmbito da estrutura organizacional da Polícia Civil do Estado do Maranhão”. Dormem nas redes sociais: "O feminicídio é caracterizado quando a mulher é assassinada justamente pelo fato de ser mulher. A juíza Adriana Mello explica que algumas características classificam o crime desta maneira: Podem ser os crimes cometidos com requintes de crueldade, como mutilação dos seios ou outras partes do corpo que tenham íntima relação com o gênero feminino, assassinatos cometidos pelos parceiros, dentro de casa ou aqueles com razão discriminatória". Mais: “Este último ocorre, por exemplo, quando um homem comete o assassinato de uma mulher por acreditar que ela esteja ocupando um lugar exclusivo ao sexo masculino, como faculdades ou determinados cargos”. (Salta aos olhos a exigência de mais luzes na definição) (Na sexta-feira vindoura, sem o feminicídio a toda brida, exaltaremos, em memória, a mestra Maria de Jesus Carvalho, que chamava seus alunos, no Liceu, de Zequinha, e solicitaremos à delegada especial da Mulher, Kazamu Tanaka, para, ao ser entrevistada, preferir o certo do femicídio ao errado do feminicídio!).

BOTANDO O PRETO NO BRANCO REPERCUTE VISÃO DO GOVERNO DE DOTAR BIBLIOTECAS, NO ESTADO, COM OS LIVROS DE AUTORES MARANHENSES

Teve repercussão favorável, nos meios literários, principalmente, a matéria da nossa lavra intitulada Revolução do Preto no Branco — Governo Vai Municiar Bibliotecas Escolares e Faróis do Saber, em Todo o Estado, com Livros de Autores Maranhenses. Logo, figuras de proa da literatura nativa e entusiastas registraram seu contentamento pelo significado real da iniciativa governamental, através da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), cujo titular da pasta, Felipe Camarão, revelou a este repórter, na semana passada, em seu gabinete, sobre a revolução otimista deflagrada pela Administração Flávio Dino. Cronista do JP Turismo, da coluna Sotaque da Ilha, poeta e prosador, portanto, do ramo literário, trouxe da Seduc boas-novas, para a terra extremosa e sua população, que necessitavam de sucessos, sem interrupção, e até o que não esperava: uma pérola em forma de R$ 1 milhão para obras de autores maranhenses enriquecerem as bibliotecas colegiais e públicas, em todo o Estado.

O SECRETÁRIO FELIPE CAMARÃO TEVE GESTÃOENALTECIDA PELO JORNALISTA E POETA JM CUNHA SANTOS

Educação e literatura: um projeto soberbo— Um dos primeiros a manifestar-se, o poeta e jornalista JM Cunha Santos enfatizou que “Quando se juntam –e nem parece possível apartá-las– educação e literatura, juntam-se sensibilidade e interioridade, e permite-se, como quis Tomás de Aquino, um dos maiores educadores da tradição ocidental, que de uma patada só adquiramos conhecimento e aprendamos a cuidar das atitudes da alma.Dito isso, fui informado de que o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, pretende que sua pasta adquira obras de escritores maranhenses, que irão para as bibliotecas das escolas dos mais diversos municípios”. A seguir, falando de cátedra, foi alteroso, entre mordaz e justo: “Nesses tempos didáticos, em que consumir literatura é o apanágio de raras inteligências, posso dizer que é um projeto soberbo, uma ideia que dignifica mais a produção literária do Estado e abastece de criatividade e interioridade os estudantes maranhenses.”

ANTÔNIO AUGUSTO (LADEADO PELO SECRETÁRIO ESTADUAL DA CULTURA, DIEGO GALDINO) CONSIDEROU RELEVANTE A REVOLUÇÃO OTIMISTA DO GOVERNO, ASSIM COMO JOSEMAR PINHEIRO (AO LADO DO ADVOGADO CARLOS NINA): PARABENIZOU O GOVERNO E HERBERT DE JESUS SANTOS

Incentivo à cultura — Membro da Academia Ludovicense de Letras e da Caxiense, escritor e ex-professor universitário, Antônio Augusto Ribeiro Brandão, a cavaleiro, foi direto ao ponto: “O Governo do Estado, por iniciativa do seu secretário de Educação, Felipe Camarão, de tradicional família de educadores, está adquirindo livros de autores maranhenses às bibliotecas das escolas integrantes da sua rede de ensino, para a divulgação da cultura maranhense, na formação de futuros profissionais. Todos sabem que o grande problema de quem escreve é a edição dos seus textos, que custa caro; mesmo assim, o setor encarregado está vivendo uma grave crise financeira, fruto da concorrência virtual e também, quem sabe, por problemas de gestão. O poder público, portanto, não deve se furtar a ser protagonista nessa área, como está fazendo.Estou certo de que os autores integrantes desse programa de incentivo cultural, doravante, terão maior motivação à participação nos concursos literários oficiais a serem promovidos e, quem sabe, continuarão perseverando na nobre arte de escrever!”

“O MAIOR PRÊMIO AOS ESCRITORES, DISSE NASCIMENTO MORAIS!” —Assim que leu a matéria alvissareira, o jornalista, advogado e radialista Josemar Pinheiro fez questão de dirigir-se ao seu companheiro de luta, em prol do Centro Histórico de São Luís, Herbert de Jesus Santos: “O poeta e professor Nascimento Morais Filho, que renunciou à sua cadeira, na Academia Maranhense de Letras (AML), pela entrada do médico Pedro Neiva de Santana, sem uma obra literária nem pra remédio, gostava de dizer que o melhor para um escritor não é ingressar em academias de letras, mas ter suas obras lidas, e essa ação do governo estadual fará com que atinja um maior número possível. Com sua participação decisiva em questões como essa, prezado Herbert, em que o bem-comum engrandece governante e governados, você está aumentando de brilho e de estatura, só não suficiente para a Academia Maranhense de Letras, onde só deve imperar o preconceito e a abertura mais para os da alta-roda, para atrapalharem o seu caminho, mesmo ante uma bibliografia invejável quanto a sua de diversos prêmios literários e jornalísticos, e que não vira as costas para as suas raízes populares, e amiúde perdendo espaço melhor, no serviço público estadual, onde tem muito o que apontar em ensinamento, na sua área, e melhorar a oferta de trabalho. Todavia, observamos que, desde a UFMA, não muitos se preparavam qual você, para ser um grande jornalista, escritor de mão-cheia e funcionário de carreira, com pós-graduação! Se apoiado por autoridades sensíveis e competentes, seu sucesso vai bater em breve em sua porta, e com a rapidez de um celular, e você mais engrandecerá a nossa terra, amigo e grande maranhense!”

ARLETE MACHADO , ANTÔNIO AÍLTON, SANATIEL PEREIRA E ALBERICO CARNEIRO, FRANCISCOTRIBUZI E LUCAS BALDEZ

Uma comissão de notáveis na seleção das obras — Sem tom pretensioso, agradecendo o reconhecimento de Josemar Pinheiro, lembrando que escolheu Nascimento Morais Filho patrono da sua cadeira, de número 18, da Academia de Letras, Ciências e Saberes Culturais da Área Itaqui-Bacanga (Aleart), o repórter assinalou, a título de sugestão, que a cúpula governamental poderia instituir uma comissão de notáveis, que faria uma seleção criteriosa dos livros, valorizando a honra ao mérito. Poderiam ser nomes da literatura, entre outros, que foram homenageados na brilhante noite de 22 de janeiro passado, no auditório da OAB-MA, em que a escritora Arlete da Cruz Machado e seu filho, cineasta Frederico Machado, organizaram uma festa da cultura, com o autógrafo e mimo, respectivamente, do título Impressões Sobre Nauro Machado: Arlete da Cruz Machado, Alberico Carneiro, Francisco Tribuzi, Sanatiel Pereira, Lucas Baldez, César Williams, Wanda Cunha, Ceres Fernandes, Alex Brasil, José Neres, Paulo Melo Sousa, Antônio Aílton, JM Cunha Santos, Wybson Carvalho, etc. Se precisarem de mim, nessa jornada, igualmente, estou às ordens do Maranhão; e se for abraçada, pelo governo, essa nossa façanha cultural, lutamos por ela, e valeu a pena mesmo até aonde ela andou apenas cogitação! Mesmo sem ser assim, aplaudiremos muito o governo por sua grandiosa iniciativa! A nossa tradição literária permanecerá em alta conta, pela intelectualidade brasileira. Só precisamos ascender à constelação nacional as estrelas mais novas de bons literatos maranhenses!

FESTA DA CULTURA NA OAB EM NOITE BRILHANTE, LIVRO RELUZ PRECIOSAS IMPRESSÕES SOBRE O POETA NAURO MACHADO

NA MESA, COM JOÃO BATISTA ERICEIRA E FREDERICO MACHADO, ARLETE DA CRUZ MACHADO DELINEIA A FORTUNA CRÍTICA SOBRE O ALTEROSO POETA. PAULO MELO SOUSA, HAROLDO SILVA, CUNHA SANTOS, HERBERT DE JESUS SANTOS, WYBSON CARVALHO E TÁCITO BORRALHO LOUVARAM NAURO MACHADO, EM VIDA, E FORAM HOMENAGEADOS, POR ELE, POST MORTEM. (Foto: Gandra Produções)

Reunindo uma bem-dita fortuna crítica do poeta, contendo 264 textos, entre ensaios, artigos, cartas e um poema, foi lançado, às 19 h de terça-feira (22.1.), no auditório da OAB-MA, o livro Impressões Sobre Nauro Machado, pela escritora Arlete da Cruz Machado e o cineasta Frederico Machado, viúva e filho do reverenciado, com saudação emocionante do presidente da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, advogado e escritor João Batista Ericeira. Com o espaço totalmente tomado por jornalistas, poetas, prosadores, entre membros da Academia Maranhense de Letras, e produtores culturais, antes da sessão de autógrafos, houve a entrega solene do exemplar do título a todos os presentes que tiveram seus trabalhos alusivos à vida e à obra de Nauro Machado inseridos nas 626 páginas das Impressões, numa edição bem-feita e muito elogiada.

Abrilhantaram, igualmente, a festa da cultura (como Arlete Machado cunhou o evento, após ouvir ao telefone o dito do jornalista, poeta e prosador Herbert de Jesus Santos, e revelado em seu discurso, ali), o presidente da AcademiaLudovicense de Letras (ALL), Antônio Norberto, Álvaro Urubatan, da ALL, Academia São-Bentuense de Letras e da Federação das Academias de Letras do Maranhão, e as mestras e escritoras Dilerçy Adler e Dinaçy Correa, da ALL. Ainda agentes culturais, como Joila Moraes, Jeisa Moraes e Lenir, esta, servidora da Sectur, e a advogada Helena Heluy. A distribuição dos exemplares aos contemplados pelos textos oferecidos ao inesquecível autor conterrâneo, através dos tempos, foi por chamada feita por Frederico Machado, contando com suas filhas (netas de Nauro e Arlete), Luísa e Júlia, em tudo, primor de organização e bem. Afortuna crítica do poeta — Em sua oração, que considerou Algumas Palavras Sobre Este Livro, Arlete revelou que “Só depois de aproximadamente dois meses do falecimento de Nauro, compreendendo que estava de fato sem
ele a meu lado, entreguei-me à busca e digitação dos artigos sobre a sua pessoa e obra, artigos que fui guardando desde que nos casamos, em 1971, tentando organizar essa espécie de fortuna crítica do poeta. Quis, também, os artigos publicados antes do nosso casamento, contando com a ajuda do pesquisador e amigo Luiz de Mello, que encontrou alguns nos jornais de São Luís”. Muito emocionada, ela falou que não poderia incluir artigos intemperantes e injustos de uma meia-dúzia de conterrâneos e de um alienígena, abrigados em conluios, e fechou sua exortação comovente com ouro: “(...) Aos que escreveram, falando do homem e do poeta, formando esta espécie de fortuna crítica, o meu mais profundo e comovido agradecimento, ao qual se junta o nosso filho, Frederico da Cruz Machado.
A POETISA WANDA CUNHA LADEADA PELOS POETAS CESAR WILLIAMS,
CESAR TEIXEIRA E HERBERT DE JESUS SANTOS


”NA FILA PARA AUTÓGRAFOS, O PROF. DA UEMA, JOSÉ ANTÔNIO CARVALHO, E OS MEMBROS DA ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS , WALDEMIRO VIANA, LINO MOREIRA, PHELIPPE ANDRÈS, DENTRE OUTROS ILUSTRES

A Lista de Nauro — Foram mimoseados, ali, alguns até com dois textos no título, dentre jornalistas, poetas, prosadores e professores: O poeta Jorge Nascimento; poeta Francisco Tribuzi (representando seu pai, poeta Bandeira Tribuzi); Ozanira Silva; Deusana Chagas (pelo tio, poeta José Chagas); Luiz de Mello; José Maria Nascimento; José Frazão; Ademário Cavalcanti; Frederico Burnett (pelo irmão, poeta Lago Burnett); Mont´Alverne Frota; Jorge de Sá; Casa Josué Montello; Alberico Carneiro; poetisa Wanda Cunha (por seu pai, poeta Carlos Cunha); Cesar Teixeira; Lucas Baldez; Tácito Borralho; Fernando Almeida (pelo pai, poeta Bernardo Almeida); JM Cunha Santos; Alex Brasil; Herbert de Jesus Santos; James Mawuel; Samuel Filho; Paulo Melo Sousa; Jorge Campos; Carlos Andrade; Ubiratan Teixeira Filho (pelo pai, cronista Ubiratan Teixeira); Sebastião Jorge; José Carlos Sousa e Silva; Selma Figueiredo; César Williams; Artur Góes Freire; José Aparecido da Silva; Ernildo Santos; José Neres; Allan Kardec; Ceres Fernandes; Ivan Pessoa; Antônio Aílton; Ramiro Azevedo; Maria Thereza A. Neves; Patrícia Cunha; Augusto do Nascimento; Haroldo Silva; Ítalo Stauffenberg; Sanatiel Pereira; Sebastião Duarte; Pergentino Holanda; Jorge Antônio S. Leão; Wandeilson S. de Miranda; Ademir dos Santos; Manoel dos Santos Neto; Manoel Rubim; José Ewerton Neto; Natalino Salgado; Valderi X. de Menezes; Idelfonso Vasconcellos; Bruno Tomé; José Rafael de Oliveira; Fonseca Neto; Miriam Silva (pelo esposo, José Maria de J. e Silva; Wybson Carvalho; Alexandre Maia Lago; Adonay R. Moreira; Marco Rodrigues e Eduardo Fernandes.

SENTIDA CANÇÃO DOS 400 ANOS DE VIDA
(Para os que não amam São Luís só da boca pra fora)

Bem no Centro Histórico de São Luís, com o Palácio dos Leões e as Meias-Laranjas, na Av. Beira-Mar, e parte o Anel Viário

Por ti, São Luís, faço, agora, minha a tua voz e de todos aqueles iletrados, que não podem dizer de peito aberto, deveras, e dos que morrem de medo de César e dos potentados, que mais dão ao Povo pão e circo e vice-versa, que nem fizeram aos cristãos, na arena, às feras! Por isso, justiça, aqui, é uma infeliCidade, onde aquela possui mais culpa no cartório e é só conversa pra bumba-boi dormir a seriedade, em que o vil metal desonra o falatório (pois que tudo é panelinha de corrupta e corruptora grei dos donos do tempo, da hora e dos arrotos, poluem e quebram até aos raios decentes e em brotos), onde mais o Sol não nasce para todos e menos somos todos iguais perante a lei! Muitos aí flertam, sem máscaras, que a amam, vemos, porém, mais só conversa fora da bacia. São poucos os que, sinceramente, te devotam: os que ficam a ver navios e no deserto clamam! Por isso, também, a barra está mais pesada que os sinos da Igreja da Sé, do Carmo e do Desterro, onde já nascem Jesus Cristo antes da hora, para carregar o pesado símbolo do madeiro, com a Missa do Galo alertando mais cedo o risco de vida que é a meia-noite lá fora, e na maior parte do tempo carregamos a Cruz, que, igualmente, é tua, São Luís, embora, em viagem, nós que nascemos mais à imagem, e, marchando, a um de fundo, à semelhança de Jesus!

Parte do Centro Histórico de São Luís,
e defronte o Bairro São Francisco

Tua culpa é não poder falar o que mais deve, qual de ti cobrou Raimundo Lopes, um dos teus grandes filhos, mestre e poeta: “Amamos-te, a amargura, embora, à flor dos lábios, Atenas, que votaste à cicuta teus sábios, Jerusalém, que apedrejas os teus profetas!”— como envenenaram de morte Sócrates, na Grécia Antiga, e caem de pedras de uma alienígena e, aqui, inútil cantiga, dando o ar de mediocridade e de lorotas, com sinal de que pode ser urubu na carniça, que tocará melhor se o Boi cultural bater as botas!

Não mereces ser e estar assim, Minha Cidade, mais vestida de andrajos e de fezes as tuas praias, sempre em benefício mais dos ratos de cartola, que posam, mais na mídia, de frajola, que não precisam estar fuçando no real monturo, por ser lixo moral todo o seu luxo, e deveriam estar puxando uma masmorra e uma bola confinados, como sua má lição, atrás do muro!

Belas praias, poluídas por coliformes fecais que se rivalizam com as chamadas autoridades

Fotovista do meu aeroplano, São Luís parece ser o seu maior poeta, e sabe ser grande na certa, só não precisa mais pegar cano. A Cidade padece em linha reta, quanto o poeta que mais sofre de verdade, porque é ferida mais e maior, que não fica mais só na saudade, como é a forte dor do seu profeta. Quando depende do meu tempo e espaço, esta Cidade não se cala do que se cala o poeta mais calado, quando quer ser premiado submisso e nos faz sentidos ouvidos de mercador. Não se rende, nunca, jamais, e do que é o seu poeta mais rendido , e que só se rebela, quando muito, ofendido, achando-se a rainha da Inglaterra.


A Rua do Giz, saindo na Rua de Nazaré e Odylo, emoldurada por joias da engenharia lusa

Se esta Cidade fosse só minha, ninguém teria a autoridade de esfarela nem o mau agouro de uma reles asinha, para olhá-la, petulante, já nela, e humor saliente de erva daninha, para chutá-la, sem um zagueiro contra, cá canela; nem só pensaria em indigesta cozinha, para só forrar a pança e socá-la pá nela, e nenhuma ordinária bonitinha —mais pirata, menos donzela— a atrairia, com uma fitinha, para a mais sutil esparrela; e neutralizaria os aventureiros e bostinhas que o seu mais rico espírito cancela!

(2) Do livro inédito Brilhantes no Tempo de Cada Um (São Luís em Verso, Prosa e Quatrocentona)

 

 

Abrigo do Largo do Carmo e da Honra ao Mérito

Todos nós passamos pelo Abrigo do Carmo, são-luisenses de verdade, e Praça João Lisboa, batendo-nos sempre com seu som de amigo, no considerado Coração da Cidade, numa boa. Passamos tanto em sua extensa vida que decantamos o Abrigo em verso e prosa, fazendo parte e dando guarida aos nossos dias e vida amorosa. Valeu a pena de altos cantores, poetas da Ilha e da universalidade, que precisam mais tomar as suas dores, para o nosso Amigo não ficar só na saudade: Luís Augusto Cassas e Cunha Santos Filho e o toque de caixa de outras vozes altaneiras

Esta vista bonita, da Praça João Lisboa e Largo do Carmo,
no Coração da Cidade, é de um passado de glória

(calou-se Tribuzi, mas está o Verbo-Verde de Chico) quanto Nauro Machado, José Chagas e fortes bandeiras dos irmãos Jorge e Zé Maria Nascimento; com o Nascimento Morais Filho fora de combate, assumirá seu posto Ubiratan Teixeira: não matarão nosso Abrigo sem o nosso consentimento, só se o fado nos der uma rasteira, porém estou ficando careca no rebate, e essa luta é da nossa vida inteira!

Pelo Abrigo passou e passa toda São Luís com verdades, exageros, debates e lendas, tesouro maranhense de vário matiz adornado num rico acervo de prendas, que orgulharia o povo de qualquer país, por conservar em sua trajetória o brilho da alma da nossa raiz, e ressonância da faixa meritória de que nosso é o que sempre se quis, e que merece linha sucessória, e que seja ágil, sem nenhum retrocesso, pois em qualquer parte do Mundo, sem peia, todo aquele que canta a sua aldeia, canta, com amor e inteligência, o universo.


João Lisboa, em sua praça, deixou ao Maranhão muita história para contar: Não podemos defender bem o que não conhecemos

Foi o nosso Abrigo projetado para nos servir de lenitivo, da chuva e Sol, nosso telhado, num trago até de aperitivo. Continua dando conta do recado nos abrigando em seu come-em-pé, valendo o comerciário apressado, servindo-lhe bem cedo o café.

Nosso Abrigo não dorme no ponto com o relojoeiro e vendedor ambulante: ele é mesmo providencial encontro para ourives, gráficos e outro passante, no lanche, garapa e popular refeição, e constitui-se num parente interessante, primo, tio e mano de criação.





O Largo da Igreja do Carmo só falta clamar por melhorias dos poderes públicos

Guarda até a fezinha do jogo-do-bicho, com parceria na contravenção, melhor do que na bandalheira do lixo da politicagem arruinando a Nação. Perguntem ao médico e jornalista Chico Viana, e ao seu irmão, o advogado Emanoel, falado “O homem que não engana”, se ali não traçaram ao menos um pastel!
O Abrigo assistiu a muitos aniversários da Cidade, novos e belos antigos carnavais, ao desfile do 7 de Setembro e relicários da Semana Santa e dos natais, na Igreja do Carmo e seus cenários de presépio de Jesus, Missa do Galo, tradição tanta que não acaba mais! Presenciou de camarote quando toda a Ilha se fez Rebelde na sangrenta Greve de 51, em que não se escondeu da partilha sentimental de um povo que, mesmo breve, lutou contra a oligarquia do vitorinismo, vencida, com seu mal em anos de prece, como torceu para a do sarneyzismo ser posta para fora da nossa messe, com todo seu atraso e pessimismo, para sermos um Estado que certo desse em progresso, justiça social e ufanismo, sem mais ser do País o que mais empobrece! Carlos Irmão e companheiros taxistas, qual Vico, “Tiontônio”, Louro e Encolhido, estão com cara, sendo ali diaristas, de que, com suas famílias ofendidos, não vão retroceder para o “doutô” ganancioso e demais aborrecido em seu projeto vil e demolidor;

O Abrigo do Largo do Carmo, em estado deplorável, sujo e perdendo o calçamento, atualmente

e com outros tomam a providência de vencer o mal da sua excelência, inclemente médico e vereador, que não leva em conta a benquerença dos que sobrevivem ali do seu labor, pois quer “Murad” mais a subsistência dos pobres e “Abdon” mais a sua dor. Chamem o ex-vereador Benedito, o Primeiro que fez lei com fervor para o Abrigo, em sincero veredicto, não ser destruído pelo predador que há na Câmara da politicagem, onde não existe santo nem andor, de quem não necessitamos a sacanagem de por livre-arbítrio, ou pressões, terminar com o nosso Abrigo e sua viagem, com a esperança de que, fazendo boas ações coletivas, a Câmara não seja uma miragem de que, em toda torpeza e desgraças, há, sempre, as honrosas exceções.
Barrão, hora de convocar todos os camelôs, Adauto, Nhozinho e Jorge, os comerciantes, para engrossarmos o caldo de quem mais amou, e a lambança não passar adiante! Já preparei a minha espoleta, para incendiar a Oração Latina, do poeta Cesar Teixeira, a nossa Marselhesa, a fim de colocarmos na pior sentina esses dejetos políticos e de ruim fineza, com que cortaremos essa carabina de demolir o Abrigo da gente, para sermos louvado em nossa proeza pelo nosso agradecido descendente!

São Luís cantada da Montanha Russa
Para ela ser mais querida em seus 406 anos de vida

(Em memória do poeta Nascimento Morais Filho e do jornalista Ribamar Bogéa, e para Josemar
Pinheiro não esmorecer, na Defesa da Ilha)

Os telhados seculares sabem de histórias de melhores dias em prol da alma do povo

Fazendo um retrospecto da São Luís quatrocentona, podemos falar, com todas as letras, de cadeira, que há uma pá de tempo, a nosso ver, não vem à tona como pássaros canoros, no vaivém diuturno de ladeira, combateram, sem cansar, e nunca foram à lona, para vermos São Luís, quando menos, sem a sujeira no seu meio ambiente, por gananciosa zona de aço, ferro, alumínio, propina e mais bandalheira.

Eram o Comitê de Defesa da Ilha e Canto do Protesto, liderados por Nascimento Morais Filho, nosso profeta, professor, polemista, São João Batista e poeta, que se entrincheiraram num ideal de esteta: eles eram Schalcher, Ximenes, Haroldo Sabóia, chargista Cordeiro, e outros alterosos, quanto o médico Luís Negão, e o jornalista e advogado Josemar Pinheiro, que jamais dançaram, conforme o baião de dois do podre e vil metal do estrangeiro, inconfidentes contra a derrama do nosso ouro são, titãs contra o olimpo do mal do zeus do dinheiro, balaios, conscienciosos, enfrentando o malsão.

Trecho da Av. Pedro II, área também tombada pela Unesco, como Patrimônio da Humanidade


Ganharam um aliado forte e de estatura com o jornalista Ribamar Bogéa, o Zé Pequeno, e foram amealhando vitórias, contra a usura das empresas, que filtraram o seu veneno. Esquadrilha de combativos bem-te-vis de prontidão contra os gaviões poderosos, enriquecidos pela contaminação dos nossos anis, do céu e do mar, das águas puras dos mananciais, serpentes, que menos pagam para apodrecer nosso País, e que nunca se compadeceram dos pobres ais dos moradores que desalojaram, com juiz! Este aqui, do seu próprio porte e destemor, da própria telha, dono do seu bico e de suas asas, canta, com seu sotaque, em seu favor, sem querer morrendo em cova rasa o seu verbo, menos que receio, muito mais por amor! Por este, São Luís não ficaria a ver navios com riquezas produzidas em boa terra, zarpando, céleres, do Porto do Itaqui, deixando um rastro de terra de cemitério, que, como um poeta alado, eu jamais vi, onde quem mais come é o dono do minério, e de quem deixa a borra vermelha, pelos cifrões da alumina, ladrões do colarinho-branco a piorarem o sestro, calando bocas, que perderam o sangue e albumina, impondo-se às coerentes, sem eco, clamando no deserto, como se o bom senso e a coragem, vítimas de sequestro, e por ser só miragem o progresso aqui.

São Luís, Cidade dos Azulejos, tem prédios servindo para estacionamento de carros

A nossa São Luís “não é mulher de César”, a que não basta dizer que é honesta, tem que ser, mas já tem idade para não cair mais na conversa de quem tropeça na benquerença, andando sem bem-querer. Não basta só ser poeta e dizer que a ama, pois o vento leva o só da boca pra fora, qual um peixe morto, que se escama, como um hálito de fumo que se evapora; tem que ser poeta, dizer que a ama na luta, pois é onde a nossa Urbe mais se escora, sem contar muito com vereança, sem batuta, para o bem-comum, que só animal com espora não sabe que é interesse coletivo, e nos insulta, pois é o que o mau representante mais ignora, em seu agouro, ou mandato de delegação fajuta. Porque já somos loucos por ela de verdade, não vai fazer muito peso a malquerença, por não querermos mais só na saudade aquele heroísmo de grandes por nascença, e chamados de doidos, em sua linha de frente, num novo Canto do Protesto e Defesa da Ilha, profundo, novos Nascimentos, em Clamor da Hora Presente, ou o poeta Nascimento Morais Filho, que não some: “Vinde a mim, jovens de todo o Mundo! Sou filha da Injustiça e da Miséria, Revolução é o meu nome!”. O reboar do verso temerário, como um rito, numa Evocação, também de Nascimento Morais Filho: “Poetas, meus irmãos, acompanhai meu grito!”, no Largo do Carmo, Praça João Lisboa, ou noutro trilho!


(1) Fotos: Reprodução da Internet
(2) Do livro inédito Brilhantes no Tempo de Cada Um (São Luís em Verso, Prosa e Quatrocentona)

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Herbet de Jesus Santos é poeta, escritor, jornalista, pesquisador, e folclorista.